Vazamento de ácido em hospital municipal de Cuiabá mobiliza bombeiros e afeta servidores

Uma ocorrência de vazamento químico mobilizou equipes de socorro e causou preocupação no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (5). O incidente envolveu o rompimento de um galão de cinco litros de ácido peracético, que caiu de uma prateleira a aproximadamente quatro metros de altura, espalhando a substância tóxica pelo ambiente da Central de Abastecimento Farmacêutica.
Em decorrência da exposição ao produto, diversos funcionários apresentaram sintomas adversos, incluindo náuseas, fortes dores de cabeça e irritação severa nos olhos e nas vias respiratórias. Diante da gravidade da situação, dois colaboradores necessitaram de intervenção médica imediata. A unidade foi evacuada e a área isolada para garantir a segurança dos profissionais presentes no local.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado para realizar a contenção do material. Os militares utilizaram cal para neutralizar o ácido e efetuaram a raspagem do resíduo para descarte seguro. Como medida de precaução, a equipe de especialistas recomendou que a limpeza definitiva do espaço fosse realizada apenas no dia subsequente. Relatos de servidores apontaram uma preocupação adicional: a suposta ausência de protocolos de orientação imediata no momento do acidente, o que pode ter intensificado o tempo de exposição dos trabalhadores ao agente químico.
O episódio ocorre em um contexto de debate administrativo na capital. Recentemente, a gestão municipal propôs alterações no pagamento do adicional de insalubridade para profissionais da saúde, baseando-se em novos laudos técnicos. Curiosamente, os servidores lotados na Central de Abastecimento Farmacêutica — setor atingido pelo vazamento — fazem parte do grupo que teve o benefício inicialmente zerado na revisão.
A prefeitura justificou as alterações citando a necessidade de cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público. No entanto, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc) obteve uma vitória judicial em março, quando a Justiça proibiu qualquer corte ou modificação no adicional de insalubridade até que o mérito da questão seja plenamente resolvido, garantindo a manutenção dos direitos financeiros dos trabalhadores expostos a riscos ocupacionais.
Fonte: G1 Mato Grosso
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