UFMT inaugura moderno Centro de Pesquisa para preservar biodiversidade da Amazônia, Cerrado e Pantanal

UFMT inaugura moderno Centro de Pesquisa para preservar biodiversidade da Amazônia, Cerrado e Pantanal

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) celebra um marco histórico para a ciência brasileira com a inauguração oficial do Centro de Pesquisa em Coleções Zoológicas (CPCZ), localizado no campus de Cuiabá. A nova estrutura, que abre suas portas nesta quinta-feira (2), consolida-se como um dos mais importantes núcleos de preservação e estudo da biodiversidade do país, reunindo acervos científicos de três biomas fundamentais: Amazônia, Cerrado e Pantanal. O espaço será o epicentro de atividades de pesquisa, ensino e extensão de alto nível.

A trajetória para a concretização deste projeto teve início em 2012, com a aprovação do primeiro aporte financeiro junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Após a liberação dos recursos em 2015 e a obtenção de verbas complementares para infraestrutura, o projeto executivo foi finalizado em 2017, permitindo o início das obras em 2019. Com uma área construída de aproximadamente 3 mil metros quadrados, o CPCZ dispõe de laboratórios modernos, auditório, áreas técnicas especializadas e espaços multiusuários projetados para a excelência acadêmica.

O centro abriga uma vasta gama de acervos, incluindo invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, aves, mamíferos e fósseis. Um dos grandes destaques é a renomada Coleção Entomológica de Mato Grosso Eurides Furtado (CEMT), fundada em 1987. Este acervo impressionante conta com cerca de 500 mil exemplares catalogados e uma reserva técnica de 6 milhões de espécimes em fase de incorporação científica. A coleção é enriquecida ainda por exemplares de borboletas e mariposas que foram generosamente doados pela família do pesquisador Eurides Furtado.

Além disso, o novo prédio será a sede do Instituto Nacional de Coleoptera (INCol), uma rede científica de prestígio coordenada pela UFMT e vinculada ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltada exclusivamente ao estudo de besouros. O setor de paleontologia também ganha relevo, contando com cerca de 430 espécimes, majoritariamente originários da Formação Crato, na Bacia do Araripe, situada no Ceará.

De acordo com a administração da UFMT, a centralização desses acervos no CPCZ oferece suporte vital para estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores em nível de pós-doutorado. A estrutura fortalece parcerias com museus e universidades nacionais e internacionais. Administrativamente, o centro estará sob o guarda-chuva da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), enquanto a curadoria técnica e a gestão científica continuam sob a responsabilidade do Instituto de Biociências.

Fonte: G1 Mato Grosso

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