Tribunal do Júri condena réu a 36 anos de prisão por duplo homicídio em Cuiabá

Tribunal do Júri condena réu a 36 anos de prisão por duplo homicídio em Cuiabá

O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá proferiu, na última sexta-feira (31), a sentença condenatória contra Carlos Alberto Gomes Bezerra pelo assassinato de sua ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, Willian César Moreno. Após mais de 13 horas de julgamento e três anos após a ocorrência dos fatos, o réu foi condenado a uma pena de 36 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Durante a sessão, o conselho de sentença reconheceu as qualificadoras apresentadas pela acusação. No caso de Thays Machado, a condenação baseou-se em homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Já em relação a Willian César Moreno, os jurados validaram as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa.

A decisão foi proferida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, que negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. A magistrada determinou a manutenção da prisão preventiva para o cumprimento imediato da sanção imposta. Ao longo do processo, a magistrada rechaçou diversas tentativas da defesa para adiar o julgamento, incluindo alegações de falta de imparcialidade do juízo e pedidos de incidentes de insanidade mental.

O crime, ocorrido em janeiro de 2023, teve grande repercussão. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as vítimas foram alvejadas com uma pistola semiautomática em plena luz do dia, em uma área urbana movimentada. A acusação destacou que o ato foi motivado pelo inconformismo do réu com o término do relacionamento, configurando um contexto de violência doméstica e de gênero.

A defesa de Carlos Alberto, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, buscou sustentar teses de transtornos psiquiátricos, mencionando a hipótese de "transtorno delirante persistente" ou ciúme mórbido, além de questionar a cadeia de custódia das provas. Entretanto, as solicitações de adiamento foram indeferidas pelo Judiciário, culminando na conclusão do rito processual perante o Tribunal do Júri.

Fonte: G1 Mato Grosso

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