Tradição em família: Médica e filho fortalecem laços através de álbuns da Copa do Mundo em Cuiabá

A médica Cynara Figueira, de 48 anos, transformou a paixão pelo futebol e pelo colecionismo em um elo inquebrável com seu filho, Caio Figueira, de 9 anos. Moradores de Cuiabá, mãe e filho mantêm a tradição de completar os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, um hábito que começou de forma emocionante antes mesmo do nascimento do menino. A prática, que envolve visitas frequentes a pontos de troca na capital mato-grossense, tornou-se uma ferramenta de fortalecimento dos laços familiares e de criação de memórias afetivas duradouras.
A origem dessa paixão remonta à infância de Cynara, influenciada por seu pai, que levava ela e as irmãs a bancas de revistas para explorar livros de pintura e álbuns colecionáveis. No entanto, o projeto específico voltado para o Mundial de futebol ganhou vida em 2014, quando a médica estava grávida. "Eu engravidei em janeiro e, na época da Copa, já estava pensando nele. Fiz para mostrar a ele o quanto já era muito amado", recorda a médica sobre o primeiro álbum que completou visando o futuro do filho.
Desde então, a atividade evoluiu para uma rotina compartilhada. Cynara e Caio não se limitam apenas à Copa do Mundo; eles já completaram álbuns do Campeonato Brasileiro e até da La Liga espanhola. A empolgação da médica foi tão contagiante que acabou influenciando seu círculo social. "Incentivei minhas amigas a começarem também, mesmo antes de terem filhos. Uma delas já tem um bebê de 5 meses e já está colecionando, de tanto que falei sobre a importância dessa tradição", afirmou Cynara.
Para a médica, o colecionismo vai muito além de preencher espaços vazios com papel adesivo. Ela destaca que a prática estimula a cumplicidade, o diálogo e a parceria entre mãe e filho. Além disso, o interesse de Caio pelo esporte motivou Cynara a aprofundar seus conhecimentos sobre futebol, levando a dupla a visitar estádios icônicos, como o Mané Garrincha, em Brasília.
Cynara enfatiza que o valor real da tradição reside no tempo de qualidade despendido em família. "Essa tradição fortalece nossa cumplicidade, a parceria e o diálogo. Mais do que as figurinhas, o que fica marcado são os momentos que passamos juntos. Espero que meu filho se lembre com carinho dessa fase e do tempo de qualidade que compartilhamos em família", concluiu. Atualmente, Caio utiliza o conhecimento adquirido para interagir com amigos, comparando atletas de diferentes gerações e mantendo viva a chama de uma herança cultural e afetiva.
Fonte: G1 Mato Grosso
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