Terremotos na Venezuela deixam imigrantes em Mato Grosso em estado de alerta e angústia por familiares

Terremotos na Venezuela deixam imigrantes em Mato Grosso em estado de alerta e angústia por familiares

A comunidade venezuelana residente em Mato Grosso vive momentos de profunda apreensão e incerteza após dois fortes terremotos atingirem a Venezuela na última quarta-feira (24). Os abalos sísmicos, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5, deixaram um rastro de destruição no país vizinho, resultando em pelo menos 164 mortes e mais de 10 mil desaparecidos. Em Cuiabá, imigrantes buscam desesperadamente por notícias de parentes que vivem nas áreas mais devastadas, como a capital Caracas e a localidade de El Guayabo.

Na Pastoral do Migrante, o clima é de consternação. Diana Carolina Salazar, de 40 anos, relatou a angústia de não conseguir estabelecer contato com sua sobrinha, que reside em Caracas. "Acordamos hoje com a notícia de que a Venezuela está passando por um momento difícil. Minha sobrinha está lá, e eu espero que ela esteja bem. Ainda não consegui falar com ela. Vou tentar entrar em contato mais tarde novamente. Se Deus quiser, tudo ficará bem e isso logo vai passar", afirmou, visivelmente emocionada. A falta de informações precisas e o medo de novos tremores agravam o sofrimento de quem acompanha a tragédia à distância.

O cenário de incertezas também atinge Suanny Galvan, voluntária na Pastoral que imigrou para o Brasil em 2021. Ela perdeu o contato com os sogros e outros familiares que vivem em uma das regiões mais afetadas pelos sismos. Segundo os relatos que conseguiu obter através da imprensa, o bairro onde seus parentes residem foi severamente atingido. "Só me falaram que o bairro onde eles moram foi tudo destruído. Minha cunhada e meus sogros, que são idosos, estão lá. Estou muito agoniada, não consigo nem pensar direito", desabafou Suanny.

Os terremotos ocorreram com um intervalo de menos de um minuto entre si e geraram pelo menos 20 réplicas, sendo sentidos inclusive no Norte do Brasil. De acordo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, as autoridades locais e mais de 500 equipes de emergência trabalham incessantemente nos escombros de prédios e residências colapsadas. O balanço de vítimas é considerado provisório, e há o temor de que o número de mortos e feridos aumente significativamente à medida que as buscas avançam nas zonas de desastre.

Fonte: G1 Mato Grosso

Alerta da Serra MT