Suspeito de tentativa de feminicídio é expulso de clube de tiro em Sorriso após ataque contra esposa

O corretor de imóveis Bruno Pianesso foi oficialmente expulso do Clube de Tiro .45, localizado em Sorriso, após ser identificado como o principal suspeito de uma tentativa de feminicídio contra sua esposa na última sexta-feira (27). O crime, motivado pela recusa do homem em aceitar o fim do relacionamento, mobilizou as forças de segurança da região. Segundo as investigações, após disparar contra a vítima, o suspeito fugiu levando o filho de 4 anos, deixando a criança posteriormente na residência da avó antes de seguir em fuga.
A decisão da diretoria do clube de tiro foi imediata e fundamentada na gravidade dos fatos. Em nota oficial assinada pelo presidente da instituição, Aiud Luís, a entidade reafirmou seu compromisso com a legalidade e a ética. "Informamos que, diante de um fato extremamente grave envolvendo um de nossos afiliados, a Diretoria do Clube de Tiro .45 Sorriso deliberou pela sua expulsão imediata do quadro de associados, com base no descumprimento das normas internas, princípios éticos e legais que regem a prática do tiro esportivo", destacou o comunicado. A instituição enfatizou que não compactua com o uso indevido de armamentos ou qualquer forma de violência.
Bruno Pianesso possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). Durante as diligências na residência do suspeito, a Polícia Militar apreendeu um cofre e mais de 3,7 mil munições de calibres variados. Outras armas pertencentes ao corretor, incluindo uma pistola, um rifle e uma espingarda, foram localizadas e apreendidas na casa de um conhecido do investigado.
A vítima, atingida por um disparo no peito, demonstrou resiliência ao conseguir dirigir o próprio veículo até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Após ser submetida a um procedimento cirúrgico, seu quadro de saúde é estável e ela não corre risco de morte. Câmeras de monitoramento da vizinhança registraram o som dos disparos e a fuga do suspeito em uma caminhonete em alta velocidade.
O delegado Bruno França, responsável pelas investigações, afirmou que a prioridade absoluta é a localização e captura do suspeito. O caso foi tipificado como tentativa de feminicídio, tentativa de homicídio doloso e favorecimento pessoal. Caso o corretor não se apresente voluntariamente, a Polícia Civil deverá representar pela sua prisão preventiva junto ao Poder Judiciário.
Fonte: G1 Mato Grosso
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