Suspeito de matar filha de 12 anos em Cuiabá possui histórico de condenação por violência doméstica e estupro

Suspeito de matar filha de 12 anos em Cuiabá possui histórico de condenação por violência doméstica e estupro

As investigações sobre a trágica morte de Olga Beatriz Santos da Silva, de apenas 12 anos, revelaram detalhes alarmantes sobre o histórico criminal do principal suspeito, seu pai, Claudinei Silva, de 42 anos. O crime, que ocorreu em Cuiabá, chocou a opinião pública pela brutalidade e pelo fato de o investigado já possuir condenações anteriores por crimes graves contra a mãe da vítima. Segundo a defesa da família, a adolescente faleceu na primeira ocasião em que foi autorizada a pernoitar na residência do genitor.

De acordo com informações confirmadas pela advogada Dayanne Rodrigues, que representa a família de Olga, Claudinei Silva possui um histórico de violência que remonta a 2018. Naquela ocasião, ele foi preso e condenado a uma pena de 11 anos e 4 meses pelos crimes de violência doméstica, cárcere privado e estupro contra sua ex-companheira. Após cumprir cerca de quatro anos em regime fechado, o suspeito progrediu para o regime semiaberto em abril de 2022, passando a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

A motivação apresentada pelo suspeito no momento de sua prisão é contestada pela família. Claudinei alegou que teria agredido a filha após descobrir mensagens da menina com um jovem em uma rede social. No entanto, a mãe da vítima assegura que Olga Beatriz sequer possuía aparelho celular ou perfis em plataformas digitais. Diante dessa contradição, a assistência de acusação levanta a hipótese de "violência vicária", termo utilizado quando o agressor utiliza os filhos como instrumentos para infligir sofrimento psicológico extremo à mãe.

O crime ocorreu no último domingo (8). A mãe da adolescente relatou à polícia que, ao chegar à residência para buscar a filha, foi inicialmente despistada por Claudinei, que afirmou que a menina estaria na casa de vizinhos. Ao entrar no imóvel, a mãe encontrou Olga desacordada e com múltiplas lesões pelo corpo. A vítima foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, onde a equipe médica confirmou o óbito. O caso está sob a responsabilidade da delegada Jéssica Assis e é formalmente investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Fonte: G1 Mato Grosso

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