Suspeito de feminicídio é sequestrado e agredido por enteados após crime em São José do Xingu

Suspeito de feminicídio é sequestrado e agredido por enteados após crime em São José do Xingu

Uma tragédia familiar chocou o distrito de Santo Antônio do Fontoura, em São José do Xingu, na última terça-feira (10). Gabia Socorro da Silva, de 38 anos, foi encontrada morta em sua residência com ferimentos causados por arma branca. O principal suspeito do crime é o marido da vítima, de 32 anos, que, após o ocorrido, teria sido sequestrado e agredido pelos enteados em um ato de retaliação.

De acordo com informações da Polícia Civil de Mato Grosso, o corpo de Gabia foi localizado no início da noite. A equipe médica do pronto atendimento municipal confirmou o óbito ainda no local, embora a arma utilizada no crime não tenha sido encontrada. Durante as diligências iniciais, um dos filhos da vítima apontou o padrasto como o autor do feminicídio, o que desencadeou uma série de eventos violentos na região.

Relatos policiais indicam que, enquanto as autoridades realizavam buscas pelo suspeito, os filhos de Gabia teriam se dirigido à residência do pai do suposto agressor. Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo pai do suspeito, o grupo — composto por pelo menos quatro pessoas, incluindo um adolescente de 16 anos — retirou o homem à força da casa. Ele foi alvo de socos e pedradas antes de ser levado em uma motocicleta para um local desconhecido.

Atualmente, forças da Polícia Civil e da Polícia Militar realizam operações conjuntas para localizar tanto o suspeito do feminicídio quanto os filhos da vítima envolvidos no sequestro e na agressão. O caso reforça a discussão sobre a rede de proteção à mulher no estado. As autoridades reiteram que o aplicativo 'SOS Mulher MT' está disponível para auxiliar vítimas de violência doméstica, oferecendo recursos como o botão do pânico em cidades selecionadas e canais de denúncia em todo o território mato-grossense.

A Lei Maria da Penha define a violência contra a mulher como qualquer ação baseada no gênero que resulte em danos físicos, psicológicos, sexuais, patrimoniais ou morais. O Judiciário reforça que medidas protetivas podem ser solicitadas por qualquer mulher em situação de risco diretamente em delegacias, no Ministério Público ou na Defensoria Pública, visando garantir a segurança da vítima e de seus familiares.

Fonte: G1 Mato Grosso

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