Suspeito de executar lutador de MMA é detido pela polícia em Lucas do Rio Verde

Suspeito de executar lutador de MMA é detido pela polícia em Lucas do Rio Verde

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão, na noite desta sexta-feira (8), do principal suspeito de assassinar o lutador de MMA Rogério Silva Santos, de 36 anos. O crime, que vitimou o atleta conhecido popularmente como “Rogério Cachorro Louco”, ocorreu em Lucas do Rio Verde. O indivíduo detido confessou a autoria dos disparos e apresentou uma justificativa passional para o ato, embora as autoridades mantenham as investigações abertas para confirmar a veracidade do depoimento.

De acordo com as informações policiais, o suspeito alegou que a motivação do homicídio seria um suposto assédio praticado pelo lutador contra sua namorada. Contudo, essa versão é tratada com cautela pelos investigadores. O delegado responsável pelo inquérito, Artur Almeida, revelou detalhes sobre o perfil do capturado: "o homem usava tornozeleira eletrônica, que estava desligada no momento da prisão, e possui antecedentes criminais por homicídio". A ficha criminal prévia e a violação do monitoramento eletrônico agravam a situação jurídica do detido.

O assassinato aconteceu na última quarta-feira (6), quando Rogério foi perseguido por dois homens até o interior de um estabelecimento comercial no bairro Tessele Júnior. No local, ele foi atingido pelos disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos. Imagens da ação e relatos de testemunhas auxiliam a polícia na reconstrução da dinâmica do crime e na busca pelo segundo envolvido na execução.

Rogério Silva Santos era natural de Almeirim, no Pará, e possuía um histórico de atuação pública, tendo disputado uma vaga na Câmara de Vereadores de sua cidade natal no pleito de 2020 pelo partido Podemos, ocasião em que não obteve a eleição. As autoridades ainda buscam esclarecer quais atividades o lutador desempenhava em solo mato-grossense no período em que ocorreu a fatalidade. O caso segue sob rigorosa investigação da Polícia Civil para identificar possíveis cúmplices e detalhar a cronologia dos fatos que levaram à morte do esportista.

Fonte: G1 Mato Grosso

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