Suspeito de assassinar irmã em Cuiabá possui histórico de 15 passagens policiais e já havia matado a tia

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga um crime brutal ocorrido no bairro Três Barras, em Cuiabá, onde Marcos Pereira Soares, de 23 anos, foi preso em flagrante sob a suspeita de estuprar e assassinar a própria irmã, uma adolescente de apenas 17 anos. O corpo da jovem foi localizado nesta quarta-feira (11), submerso em um córrego e com uma pedra sobre as costas, detalhe que indica uma tentativa de ocultação de cadáver. O suspeito, que possui um extenso histórico criminal, havia deixado o sistema prisional na semana passada.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o histórico de violência de Marcos é longo e alarmante. Em 2023, ele havia sido condenado a 17 anos de reclusão pelos crimes de homicídio, furto e ocultação de cadáver. Entre suas vítimas anteriores consta sua própria tia, Débora Pereira, assassinada em 2018, além de um homem morto em 2020. A soltura do suspeito, ocorrida há poucos dias, teria sido motivada por uma possível inconsistência no cadastro de processos judiciais.
O levantamento da Polícia Civil aponta que o suspeito acumula 15 registros de ocorrências entre os anos de 2013 e 2025. A trajetória criminal de Marcos teve início ainda na adolescência, com um registro de roubo em 2013. Ao longo da última década, ele foi fichado por uma série de delitos graves, incluindo tráfico de drogas (2015), corrupção de menores (2016 e 2020), porte ilegal de arma de fogo (2018), estupro de vulnerável e motim de presos (2021). Mais recentemente, em 2024 e 2025, foram registrados casos de ameaça, lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas.
A prisão de Marcos ocorreu no bairro CPA II, após policiais militares o localizarem caminhando por uma avenida. Ele foi imediatamente conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis. O caso choca a capital mato-grossense pela gravidade dos fatos e pela reincidência do agressor em crimes contra membros da própria família. A perícia técnica trabalha agora para confirmar a violência sexual e as causas exatas da morte da adolescente, enquanto o inquérito segue sob responsabilidade da DHPP.
Fonte: G1 Mato Grosso
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