Suspeito de agredir ex-mulher com faca é preso pela Polícia Civil em Rondonópolis

Suspeito de agredir ex-mulher com faca é preso pela Polícia Civil em Rondonópolis

Em uma ação rápida das forças de segurança, um homem de 39 anos foi detido em Rondonópolis sob a acusação de agredir e tentar sequestrar sua ex-companheira, de 34 anos, em seu ambiente de trabalho. O crime, ocorrido na última quinta-feira (2), mobilizou a Polícia Civil após a vítima acionar o dispositivo de segurança conhecido como "botão do pânico". O suspeito, que portava uma arma branca, teria tentado arrastar a mulher pelos cabelos para o interior de um veículo, causando ferimentos durante a investida violenta.

De acordo com o boletim de ocorrência, o agressor invadiu o estabelecimento comercial por volta das 19 horas. Diante da resistência da vítima, ele desferiu um golpe de faca que atingiu o braço da mulher. O ataque só foi interrompido graças à intervenção de colegas de trabalho que, ao ouvirem os pedidos de socorro, agiram para socorrê-la, forçando a fuga do agressor. Após três dias de diligências e monitoramento policial, o indivíduo apresentou-se à delegacia acompanhado de sua defesa, onde foi formalizada a prisão.

O caso reforça a eficácia das ferramentas tecnológicas no combate à violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo "SOS Mulher MT", que integra o botão do pânico virtual, foi fundamental para o início imediato da resposta policial. Atualmente, este recurso está plenamente operacional em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres, permitindo que mulheres com medidas protetivas emitam um alerta instantâneo em situações de descumprimento ou ameaça iminente.

A Polícia Civil segue com as investigações para fundamentar o processo judicial, e o suspeito responderá com base na Lei Maria da Penha. A legislação brasileira define como violência doméstica qualquer ação baseada no gênero que resulte em danos físicos, psicológicos, sexuais, patrimoniais ou morais. As autoridades reiteram que a solicitação de medidas protetivas pode ser realizada por qualquer mulher em situação de vulnerabilidade em delegacias, no Ministério Público ou na Defensoria Pública, independentemente de assistência jurídica particular no momento do pedido.

Fonte: G1 Mato Grosso

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