Sete crianças permanecem sob proteção do Conselho Tutelar após resgate em Sapezal

Sete irmãos, com idades que variam entre 10 meses e 11 anos, permanecem sob a guarda e proteção do Conselho Tutelar no município de Sapezal, após terem sido resgatados de uma situação de abandono extremo. O caso, que chocou a comunidade local, ocorreu no último dia 4 de junho, quando as autoridades encontraram os menores vivendo em condições insalubres. Os pais das crianças, uma mulher de 32 anos e um homem de 35, chegaram a ser detidos em flagrante por abandono de incapaz, mas obtiveram liberdade após audiência de custódia e, segundo informações oficiais, buscam tratamento contra o alcoolismo.
A intervenção estatal teve início após uma denúncia anônima encaminhada ao Conselho Tutelar, que solicitou o apoio da Polícia Militar para averiguar a situação em uma residência da cidade. Ao chegarem ao endereço, por volta das 22h20, os policiais encontraram seis das crianças sozinhas. O cenário descrito pelas autoridades era de total precariedade: o imóvel exalava um forte odor de urina, havia infestação de insetos, restos de alimentos estragados e a geladeira estava completamente vazia. Os menores relataram aos agentes que estavam desassistidos desde o meio-dia daquele dia.
Durante os procedimentos de acolhimento das vítimas, os pais retornaram à residência apresentando sinais visíveis de embriaguez. A condição foi tecnicamente confirmada por meio do teste do bafômetro, resultando na prisão imediata do casal e no encaminhamento à Polícia Civil. No decorrer da diligência, as equipes identificaram a existência de um sétimo filho, que foi localizado posteriormente em outra casa da região e também colocado sob proteção.
O grupo familiar é composto por três meninos, de 10 meses, 5 e 11 anos, e quatro meninas, com idades de 2, 4, 7 e 9 anos. O Conselho Tutelar informou que as crianças seguem assistidas enquanto o órgão avalia as medidas protetivas cabíveis para garantir a segurança e o bem-estar dos menores. O caso segue sendo monitorado pelas autoridades competentes de Mato Grosso, visando assegurar que os direitos fundamentais das crianças sejam preservados diante da vulnerabilidade apresentada.
Fonte: G1 Mato Grosso
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