Servidor público de Sinop é investigado por suspeita de expor imagens íntimas de mulheres na internet

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga uma denúncia formalizada contra um servidor comissionado da Prefeitura de Sinop, sob a acusação de utilizar uma rede social para disseminar imagens íntimas de mulheres sem consentimento. O caso veio à tona após o registro de um boletim de ocorrência detalhando que o perfil no Instagram continha material de teor sexual acompanhado de legendas pejorativas e comentários que objetificavam as vítimas.
O processo investigativo teve início após a intervenção de um vereador do município, que relatou ter sido procurado por pessoas afetadas pelas publicações. Ao verificar a conta mencionada, o parlamentar constatou a presença de fotografias e conteúdos de natureza íntima, corroborando as queixas de que as postagens eram acompanhadas de descrições depreciativas que feriam a honra das mulheres expostas.
Um dos pontos mais alarmantes da denúncia aponta que uma das jovens retratadas nas imagens seria menor de idade. De acordo com os documentos policiais, a identidade de ao menos uma das vítimas foi confirmada, validando a informação de que se trata de uma adolescente. A gravidade da situação mobilizou as autoridades locais para apurar a extensão dos danos e a responsabilidade criminal envolvida na exposição de menores e na violação de privacidade.
Em resposta aos acontecimentos, a Prefeitura de Sinop emitiu uma nota oficial afirmando que já está ciente da denúncia e que iniciou os procedimentos internos necessários para apurar a conduta do servidor. O investigado, identificado como Vinicius Matheus Claudino da Rocha, foi procurado para prestar esclarecimentos sobre as acusações, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Especialistas em direito digital reforçam que o compartilhamento de imagens íntimas sem autorização, popularmente conhecido como "vazamento de nudes", configura crime previsto na legislação brasileira. As autoridades orientam que as vítimas desse tipo de prática devem preservar as provas, como capturas de tela e links, e procurar imediatamente a delegacia mais próxima para formalizar a queixa e buscar a remoção do conteúdo das plataformas digitais.
Fonte: G1 Mato Grosso
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