Secretária de Educação de Mirassol d’Oeste denuncia ameaças de morte e violência política em redes sociais

Secretária de Educação de Mirassol d’Oeste denuncia ameaças de morte e violência política em redes sociais

A secretária municipal de Educação de Mirassol d’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, de 57 anos, registrou uma queixa formal junto à Polícia Civil após ser alvo de graves ameaças de morte e ataques de cunho misógino. As hostilidades ocorreram por meio de um grupo de mensagens no aplicativo WhatsApp, onde usuários, até então não identificados, proferiram ofensas pessoais, calúnias e incitações à violência física contra a gestora pública.

De acordo com as informações contidas no boletim de ocorrência, a secretária relatou que a campanha de difamação inclui acusações infundadas de crimes graves, como o desvio de recursos públicos. O conteúdo das mensagens, além de atacar a honra da servidora com xingamentos e termos misóginos, alega sem provas que valores teriam sido subtraídos dos cofres municipais. A gravidade da situação escalou para ameaças diretas à integridade física de Rosana, motivando a intervenção das autoridades policiais.

Em resposta aos ataques, a Prefeitura de Mirassol d’Oeste emitiu uma nota oficial de repúdio, manifestando solidariedade à secretária e defendendo a integridade de sua gestão à frente da pasta de Educação. O Executivo municipal destacou que áudios circulando em redes sociais incitam explicitamente o assassinato da servidora, o que configura um crime de extrema gravidade.

"A Prefeitura expressa sua total solidariedade a Rosana e reafirma sua confiança no trabalho dedicado que ela desenvolve à frente da pasta de Educação. Condenamos categoricamente a violência política e a misoginia que se manifestam através de ameaças de morte e campanhas de perseguição contra mulheres em cargos públicos. A incitação ao assassinato é crime grave que deve ser investigado e punido com rigor pelas autoridades competentes", afirmou a administração municipal em trecho do comunicado.

A gestão municipal reiterou que apoia integralmente as investigações conduzidas pela Polícia Civil e solicitou que medidas protetivas sejam adotadas para garantir a segurança da gestora. O caso segue sob apuração policial para identificar os autores das mensagens e áudios. Por se tratar de um crime de natureza pessoal, os desdobramentos jurídicos dependem das providências tomadas pela vítima junto ao sistema judiciário.

Fonte: G1 Mato Grosso

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