Saúde investiga suspeita de intoxicação por metanol em morte de servidora pública em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) deu início a uma investigação rigorosa para apurar as circunstâncias da morte de Ana Carolinne Gomes Carlos, de 31 anos, servidora da rede municipal de Educação de Novo Santo Antônio. O óbito, ocorrido no último domingo (12), é tratado pelas autoridades sanitárias como um caso suspeito de intoxicação por metanol. A vítima faleceu após apresentar um quadro clínico grave e sofrer uma parada cardiorrespiratória durante o transporte para uma unidade hospitalar de referência.
De acordo com as informações oficiais divulgadas pela pasta estadual, o falecimento foi devidamente notificado à Vigilância Epidemiológica. Seguindo os protocolos estabelecidos de Vigilância em Saúde, amostras biológicas da servidora foram coletadas e encaminhadas para exames laboratoriais detalhados. Estes procedimentos técnicos são fundamentais para confirmar ou descartar a presença de metanol no organismo da vítima e elucidar a causa exata da fatalidade.
O histórico do atendimento, registrado pela Polícia Civil, indica que Ana Carolinne buscou auxílio médico na manhã de domingo. Na ocasião, ela apresentava uma série de sintomas alarmantes, que incluíam falta de ar, mal-estar generalizado, perda de visão, sonolência, confusão mental e severa dificuldade na fala. Diante da rápida evolução e gravidade dos sintomas, foi decidida a sua transferência imediata para o Hospital Regional de Água Boa. Contudo, a paciente não resistiu, vindo a óbito ainda durante o trajeto.
As investigações preliminares apontam um possível nexo causal relacionado a eventos anteriores. Antes de falecer, a servidora informou aos profissionais de saúde que havia consumido bebidas alcoólicas na última sexta-feira (10), durante a realização de um festival no município de São Félix do Araguaia. Este relato é peça-chave para as autoridades que buscam entender a origem da suposta substância tóxica.
Atualmente, o caso segue sob monitoramento da Polícia Civil e da SES-MT. O desfecho da investigação depende da conclusão dos laudos laboratoriais, que fornecerão as evidências científicas necessárias para esclarecer se houve, de fato, contaminação por metanol e quais seriam as possíveis fontes de exposição da servidora.
Fonte: G1 Mato Grosso
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