Saúde de Cuiabá monitora casos de dengue e aponta redução na média semanal de notificações em 2026

A capital mato-grossense apresenta um cenário de alerta e monitoramento constante em relação às arboviroses. De acordo com o Boletim Epidemiológico nº 24/2026, publicado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na última quinta-feira (9), Cuiabá contabilizou 568 diagnósticos positivos de dengue desde o início do ano. O relatório oficial confirma a ocorrência de um óbito em decorrência da enfermidade, enquanto uma segunda morte suspeita permanece sob investigação laboratorial para determinar a causa exata.
Apesar dos números absolutos chamarem a atenção, a análise técnica da Prefeitura de Cuiabá indica uma tendência de retração na propagação do vírus. Os dados comparativos com o ano anterior revelam uma queda significativa na média semanal de notificações, que recuou de 75,6 registros em 2025 para 51,8 em 2026. Paralelamente, o monitoramento da chikungunya na capital identificou 115 casos confirmados, sem o registro de vítimas fatais até o momento.
No âmbito da prevenção, a administração municipal destaca a importância da imunização como ferramenta estratégica de saúde pública. A vacina Qdenga está sendo disponibilizada gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), direcionada especificamente ao público de 10 a 14 anos, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. O protocolo vacinal completo exige a aplicação de duas doses para garantir a eficácia da proteção.
Além da vacinação, as autoridades sanitárias reforçam a necessidade de engajamento da população no controle dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Entre as recomendações fundamentais estão a eliminação de água parada em recipientes e pratos de plantas, a vedação rigorosa de caixas d’água, a limpeza periódica de calhas e o uso de repelentes. A colaboração dos moradores ao permitir a entrada de agentes de endemias para vistorias domiciliares é considerada crucial para o sucesso das ações de bloqueio.
O diagnóstico precoce é outro fator determinante para evitar o agravamento do quadro clínico. Os especialistas orientam que, ao surgirem sintomas como febre, dores intensas no corpo, cefaleia, manchas cutâneas ou dores articulares, o cidadão deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. A prática da automedicação é fortemente desaconselhada, pois pode mascarar sintomas e complicar a recuperação do paciente.
Fonte: G1 Mato Grosso
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