Proprietário incendeia o próprio veículo em Sorriso após avaliação mecânica negativa

Proprietário incendeia o próprio veículo em Sorriso após avaliação mecânica negativa

Um episódio inusitado mobilizou as autoridades e o Corpo de Bombeiros na cidade de Sorriso, no interior de Mato Grosso, na última terça-feira (17). Frustrado com os constantes gastos de manutenção e a desvalorização de seu veículo, um proprietário decidiu atear fogo no próprio carro em uma área de mata localizada no Bairro Carolina, às margens da rodovia MT-560.

De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, o homem tomou a medida drástica logo após receber uma avaliação técnica desanimadora. Ele relatou aos policiais que um amigo, profissional da mecânica, afirmou que o automóvel "não valia sequer R$ 5 mil". O proprietário, que já demonstrava exaustão por lidar com falhas mecânicas recorrentes, afirmou que estava cansado de investir recursos financeiros em reparos que não solucionavam definitivamente os problemas do veículo.

O Corpo de Bombeiros foi prontamente acionado para conter o incêndio. No entanto, em razão da distância entre o posto de atendimento e o local da ocorrência, as chamas se propagaram com rapidez. Quando a equipe de socorro chegou ao ponto indicado, o carro já havia sido completamente consumido pelo fogo, restando apenas a carcaça metálica. Os militares realizaram o trabalho de rescaldo para garantir que o incêndio não se alastrasse pela vegetação circundante ou apresentasse novos focos de calor. Felizmente, não houve registro de feridos durante a ação.

O caso serve de alerta para as implicações legais de atos dessa natureza. Conforme estabelece a legislação brasileira, provocar incêndio em veículos ou qualquer propriedade pode configurar crime de incêndio, além de potenciais sanções por crime ambiental, dependendo da exposição de risco a terceiros ou ao ecossistema local.

Especialistas orientam que, em situações onde o veículo não possui mais condições de uso ou valor comercial de mercado, o procedimento correto é buscar o descarte por meio de desmanches autorizados ou a venda como sucata. Nesses casos, é fundamental formalizar a baixa do registro junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), garantindo que o proprietário não seja responsabilizado futuramente por questões administrativas ou ambientais relacionadas ao destino final dos materiais.

Fonte: G1 Mato Grosso

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