Projeto de Lei propõe regulamentação para atividades de 'Cabelo Maluco' em escolas de Mato Grosso

Projeto de Lei propõe regulamentação para atividades de 'Cabelo Maluco' em escolas de Mato Grosso

Um novo projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) busca regulamentar a realização de atividades recreativas temáticas, como a "Semana do Cabelo Maluco" e o "Dia da Mochila Maluca", em instituições de ensino públicas e privadas do estado. A proposta, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), estabelece diretrizes para garantir que a participação dos alunos ocorra sob a supervisão e decisão direta dos pais ou responsáveis legais.

Atualmente, essas dinâmicas são comuns em comemorações alusivas ao mês das crianças, embora não possuam caráter obrigatório. O projeto de lei visa abranger todas as atividades que envolvam a caracterização facultativa dos estudantes, incluindo alterações na aparência, vestuário, uso de acessórios e personalização de objetos pessoais e materiais escolares. Entre os exemplos citados na proposta estão o "Dia do Penteado Maluco" e o "Dia da Mochila Diferente", que incentivam o uso de adereços criativos e a substituição temporária de itens convencionais.

De acordo com o texto da proposta, as unidades escolares deverão enviar comunicados específicos detalhando os materiais permitidos nas atividades, tais como tintas, maquiagens e cosméticos. O objetivo central é assegurar a autonomia familiar nas decisões que envolvem a imagem dos menores. "Busca-se, especificamente, impedir que a escola substitua a vontade dos pais ou responsáveis na decisão sobre a participação dos filhos em eventos de caracterização facultativa, sobretudo quando impliquem modificações na aparência pessoal dos estudantes", justifica o autor no projeto.

A medida também condiciona a participação do estudante à autorização prévia e expressa por escrito, seja por meio físico ou eletrônico. O projeto destaca que a ausência de resposta ou o silêncio dos responsáveis não poderá ser interpretado como consentimento tácito. Além disso, a proposta reforça que a realização desses eventos recreativos não deve, sob qualquer hipótese, prejudicar o cumprimento da carga horária obrigatória e dos componentes curriculares estabelecidos pela legislação educacional vigente. O projeto de lei segue agora para análise e votação nas comissões pertinentes da Casa de Leis.

Fonte: G1 Mato Grosso

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