Profissionais do Samu realizam manifestação em Cuiabá após reestruturação no quadro de servidores

Na manhã deste sábado (28), a região central de Cuiabá foi palco de uma manifestação organizada por ex-funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O grupo protesta contra a recente demissão de 56 profissionais da unidade, uma medida que gerou preocupação entre os trabalhadores quanto à agilidade e à eficiência dos atendimentos emergenciais prestados à sociedade mato-grossense. O movimento busca a revisão dos desligamentos e a abertura de um canal de diálogo com a gestão estadual.
De acordo com informações do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), o corte atingiu aproximadamente 30% do quadro total da unidade na capital. Entre os profissionais desligados estão 24 técnicos de enfermagem, 22 enfermeiros e 10 condutores de ambulância. Durante o ato, os manifestantes percorreram as ruas com faixas e cartazes que exaltavam o papel fundamental da categoria, especialmente durante o período crítico da pandemia, e reforçavam a importância do Samu para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Em resposta às manifestações, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu uma nota oficial assegurando que a assistência à população não sofrerá prejuízos. A pasta argumenta que a integração do Samu com o Corpo de Bombeiros, iniciada em 2024, trouxe avanços significativos. "Vale lembrar que antes da integração com o Corpo de Bombeiros eram 9 ambulâncias para atendimento do Samu em Cuiabá, após a parceria esse número saltou para 20 ambulâncias, o que comprova que a prestação do serviço não será impactada", afirmou a Secretaria. Segundo o governo, a nova estrutura permitiu um aumento de 30% no volume de atendimentos e uma redução de 36% no tempo de resposta.
A mobilização também chegou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os profissionais acompanharam a sessão ordinária para solicitar o apoio dos parlamentares na mediação do conflito. Diante da situação, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Casa aprovou um requerimento para convocar o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. O gestor deverá comparecer ao Legislativo na próxima semana para prestar esclarecimentos detalhados sobre a reestruturação do serviço e os critérios adotados nas demissões. O sindicato da categoria reiterou que permanecerá vigilante para garantir que a qualidade do atendimento de urgência seja preservada.
Fonte: G1 Mato Grosso
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