Professor de 67 anos é agredido por alunos em escola cívico-militar de Cuiabá

Um grave episódio de violência escolar foi registrado nesta quinta-feira (23) na Escola Estadual Cívico-Militar Heliodoro Capistrano da Silva, localizada em Cuiabá. Um professor de 67 anos foi agredido fisicamente por dois estudantes, de 14 e 15 anos, após uma divergência sobre a organização dos assentos em sala de aula. O caso, que gerou a intervenção imediata das autoridades policiais e escolares, levanta o debate sobre a segurança e o respeito aos profissionais da educação no ambiente de ensino.
De acordo com o relato da vítima à Polícia Militar, o conflito teve início no começo da aula, quando o docente solicitou que um dos alunos ocupasse o lugar designado conforme o mapa de sala previamente estabelecido. A orientação chegou a ser reforçada por um monitor escolar que estava presente para a entrega de livros. No entanto, após a saída do monitor, o estudante desobedeceu à instrução e sentou-se em um local inadequado.
A agressão escalou quando o professor se aproximou para reiterar o pedido. Ao tocar no ombro do aluno e recolher seu caderno, o docente foi atingido por um tapa no tórax, sendo empurrado contra a parede. Enquanto tentava se locomover pela sala, o profissional foi alvo de um novo golpe pelas costas e de outras tentativas de agressão.
Em resposta ao ocorrido, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) emitiu uma nota oficial garantindo que as medidas cabíveis foram prontamente adotadas. "A escola reforça que situações de violência são tratadas com seriedade e responsabilidade, preservando a identidade, a integridade e a privacidade dos envolvidos", destacou o comunicado da pasta.
A direção da unidade de ensino acionou os responsáveis pelos menores e os encaminhou à Central de Flagrantes para o registro da ocorrência. A coordenação pedagógica informou que o sistema de monitoramento por câmeras da escola registrou toda a ação. As imagens já foram entregues às autoridades competentes para auxiliar na investigação e na apuração detalhada dos fatos.
Fonte: G1 Mato Grosso
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