Prevenção e avanços tecnológicos fortalecem o combate ao câncer de mama em Mato Grosso

Prevenção e avanços tecnológicos fortalecem o combate ao câncer de mama em Mato Grosso

No contexto da campanha Outubro Rosa, especialistas da Oncomed-MT trazem à tona a relevância da conscientização e das novas tecnologias médicas no enfrentamento ao câncer de mama. O cuidado preventivo, que abrange desde a modificação de hábitos cotidianos até o acompanhamento clínico rigoroso, é apontado como o pilar fundamental para a redução de riscos e o sucesso no tratamento da patologia.

De acordo com projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 78.610 novos casos da doença anualmente no triênio de 2026 a 2028. Diante desse cenário desafiador, as oncologistas clínicas Letícia França e Carla Nakata ressaltam que fatores modificáveis, como o combate ao sedentarismo, a limitação do consumo de álcool e o controle do peso corporal, desempenham um papel crucial na prevenção primária.

A médica Carla Nakata enfatiza que a manutenção de uma rotina saudável reflete diretamente na saúde metabólica. “O fortalecimento muscular vai além dos ganhos de força e mobilidade. A prática regular de atividade física, incluindo exercícios de fortalecimento muscular, contribui para a saúde metabólica, melhora a qualidade de vida e está associada à redução do risco de desenvolver câncer de mama. Para mulheres que já enfrentaram a doença, também pode favorecer a recuperação funcional e está associada a melhores desfechos de saúde”, explica a especialista.

Além da prevenção, a detecção precoce continua sendo um diferencial para o prognóstico positivo. As especialistas alertam para a necessidade de atenção a sinais como nódulos nas mamas ou axilas, alterações na textura da pele e secreções mamilares. A Dra. Letícia França destaca ainda uma mudança epidemiológica: o aumento da incidência em mulheres mais jovens. Em função disso, sociedades médicas como a SBOC e a SBM recomendam que a mamografia de rastreio seja iniciada aos 40 anos. “Antes, a gente priorizava apenas a faixa de 50 anos a 69 anos, mas temos visto mudanças na incidência da doença. Então as pacientes jovens também precisam entrar nesse rastreio porque cada vez mais tem diagnóstico de câncer de mama em pacientes jovens”, pontua França.

No campo terapêutico, a oncologia moderna caminha para a ultra-personalização. Com o uso de terapias-alvo e imunoterapia, o tratamento é ajustado conforme o subtipo específico do tumor e o perfil clínico da paciente. “Não olhamos só o câncer de mama, mas o seu subtipo. Cada paciente tem a sua doença”, afirma Letícia França. Outro ponto de avanço é a preservação da fertilidade, permitindo que mulheres que superaram a doença possam planejar a maternidade de forma segura, mediante acompanhamento médico especializado.

Fonte: G1 Mato Grosso

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