Prefeitura de Cuiabá investiga morte de filhotes em abrigo e suspeita de boicote no fornecimento de energia

Prefeitura de Cuiabá investiga morte de filhotes em abrigo e suspeita de boicote no fornecimento de energia

A Prefeitura de Cuiabá registrou a morte de quatro filhotes de cães entre os dias 25 e 27 de julho em um galpão improvisado utilizado pela unidade de Bem-Estar Animal. Os animais faziam parte de um grupo de aproximadamente 13 cães que foram isolados no local sob suspeita de cinomose, uma doença altamente contagiosa. Segundo a gestão municipal, a medida de isolamento foi necessária para proteger os demais animais abrigados na sede principal contra o risco de contaminação.

O prefeito Abilio Brunini levantou suspeitas de uma possível ação deliberada para prejudicar o serviço, relatando que o fornecimento de energia elétrica no galpão foi interrompido durante o último final de semana sem qualquer autorização oficial. "Nós vamos investigar quem foi que fez o boicote, saber quem entrou e quem saiu, quem veio aqui no final de semana", declarou o gestor, sinalizando que uma apuração rigorosa será conduzida para identificar os responsáveis pela interrupção do serviço essencial no abrigo temporário.

Em resposta à situação, a prefeitura informou que todos os cães que estavam no barracão já foram transferidos para clínicas veterinárias conveniadas. Nesses locais, os animais recebem suporte especializado e tratamento adequado para o quadro clínico apresentado. Por outro lado, defensores da causa animal manifestaram preocupação com as condições do galpão utilizado anteriormente, apontando deficiências estruturais e falta de ventilação apropriada para o alojamento dos cães.

As causas exatas dos óbitos estão sob investigação. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), realizou uma vistoria no local e instaurou um procedimento para apurar os fatos. Diante do ocorrido e da superlotação da unidade de Bem-Estar Animal (BEA), o município anunciou planos estratégicos de reestruturação.

Entre as medidas anunciadas está a transferência da sede do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para uma nova área, isolada da estrutura do BEA. O objetivo é reforçar a segurança sanitária e garantir que o atendimento a doenças infectocontagiosas siga protocolos rigorosos. Além disso, a atual estrutura passará por reformas e adequações para servir futuramente como uma área de expansão para o atendimento animal na capital mato-grossense.

Fonte: G1 Mato Grosso

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