Politec confirma mortes por intoxicação por metanol após consumo de bebidas adulteradas em Mato Grosso

Politec confirma mortes por intoxicação por metanol após consumo de bebidas adulteradas em Mato Grosso

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, nesta segunda-feira (20), que a morte de uma servidora pública e de um morador do interior do estado foram causadas por intoxicação severa por metanol. As vítimas teriam consumido bebidas alcoólicas adulteradas, conforme apontaram as análises toxicológicas realizadas em amostras de sangue pelo laboratório forense. Os casos, que ocorreram com um intervalo de apenas quatro dias, acenderam um alerta nas autoridades de saúde e segurança pública da região.

A servidora da rede municipal de Educação de Novo Santo Antônio, Ana Carolinne Gomes Carlos, de 31 anos, faleceu no dia 12 deste mês. Segundo os registros médicos, ela buscou ajuda apresentando um quadro clínico crítico, incluindo falta de ar, mal-estar generalizado, perda de visão, sonolência e confusão mental. Durante a transferência para o Hospital Regional de Água Boa, Ana Carolinne sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Antes do óbito, ela relatou ter ingerido bebidas alcoólicas em um festival em São Félix do Araguaia.

O segundo caso confirmado envolve um homem residente em Aripuanã, que faleceu no dia 8 do mesmo mês sob circunstâncias semelhantes. Embora os detalhes específicos sobre o local do consumo da substância não tenham sido divulgados pela perícia, o exame de sangue ratificou a presença do metanol no organismo. A substância é um álcool industrial altamente tóxico para seres humanos, frequentemente utilizado de forma criminosa em bebidas falsificadas.

De acordo com o painel de monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), o estado enfrenta um cenário preocupante em relação a esse tipo de envenenamento. Além desses dois registros recentes, outros cinco óbitos por metanol foram contabilizados até junho deste ano em cidades como Itanhangá, Várzea Grande, Querência e Nova Brasilândia. Em dois outros episódios registrados, as vítimas conseguiram sobreviver após receberem atendimento médico.

As investigações agora estão sob a responsabilidade da Polícia Civil, que busca identificar a origem das bebidas adulteradas e os responsáveis pela comercialização dos produtos letais. As amostras biológicas foram processadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) em conjunto com a Politec, garantindo o suporte técnico necessário para o inquérito policial.

Fonte: G1 Mato Grosso

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