Policial militar se entrega à polícia após morte de ex-agente em Sinop

Um policial militar da ativa apresentou-se voluntariamente às autoridades da Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (8), em Sinop, após o envolvimento em um incidente que resultou na morte do ex-policial Ednilton Rafael Santos Costa. O agente, cuja identidade foi preservada pelas instituições de segurança, permanece detido e à disposição da Justiça para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
O episódio ocorreu durante o período da manhã nas dependências de uma marmoraria local. Segundo informações preliminares fornecidas pela Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta que a vítima, o ex-policial Ednilton Rafael, teria ido ao estabelecimento comercial com o suposto intuito de atentar contra a vida do proprietário da empresa. O empresário, que relatou estar sofrendo ameaças constantes, teria solicitado o apoio de um amigo — o policial militar em questão — para garantir sua segurança.
No momento do confronto, o ex-PM teria empunhado uma arma de fogo e proferido ameaças diretas contra o dono da marmoraria. Diante do risco iminente, o policial da ativa efetuou os disparos que atingiram Ednilton, que não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local da ocorrência. A cena foi isolada para o trabalho da perícia técnica e o início das investigações judiciárias.
Em posicionamento oficial, a Polícia Militar de Mato Grosso reafirmou seu compromisso com a legalidade e a ética, assegurando que medidas administrativas rigorosas já foram tomadas para analisar a conduta do agente. "A PMMT informa que o 3º Comando Regional instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos e que o caso é investigado pela Polícia Judiciária Civil", declarou a instituição em nota oficial.
A corporação enfatizou ainda que não tolera atos de violência ou desvios de conduta por parte de seus membros. Agora, a Polícia Judiciária Civil assume a frente das investigações para detalhar a dinâmica precisa do ocorrido, ouvindo testemunhas e analisando as evidências coletadas no local do crime para determinar se a ação do policial configurou legítima defesa de terceiros.
Fonte: G1 Mato Grosso
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