Policial militar é detido pela PRF transportando 53 kg de mercúrio líquido na BR-070

Um policial militar, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, foi detido em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última segunda-feira (31), durante uma fiscalização de rotina na BR-070. A abordagem ocorreu no quilômetro 14 da rodovia, no município de Barra do Garças. No interior do veículo conduzido pelo agente, os policiais localizaram aproximadamente 53 kg de mercúrio líquido e três comprimidos de anfetamina.
A apreensão ganha contornos graves devido à natureza da substância transportada. O mercúrio é um metal pesado altamente tóxico, com uso proibido em termômetros no Brasil desde 2019 e frequentemente associado a atividades de garimpo ilegal. A exposição ao elemento pode causar danos severos e irreversíveis ao sistema nervoso central, além de comprometer órgãos vitais como rins e intestinos. Durante a inspeção, a PRF encontrou quatro recipientes com o metal e vestígios da substância espalhados pelo assoalho do lado do passageiro, o que ampliava o risco de contaminação.
Diante do potencial dano ambiental e à saúde pública, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi acionado para acompanhar o caso. Os agentes ambientais assumiram a guarda do material apreendido e determinaram o recolhimento do automóvel. A fiscalização apontou uma série de irregularidades administrativas e de segurança, incluindo a ausência de sinalização de carga perigosa, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), inexistência de documentação legal para o transporte e a falta de capacitação técnica do condutor para lidar com o produto.
Após a constatação dos fatos, o policial militar foi conduzido à Delegacia de Polícia de Barra do Garças, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. A Polícia Militar foi procurada para comentar a prisão de seu integrante, mas não houve retorno oficial até o fechamento desta edição. O caso segue sob investigação para apurar a origem e o destino final da carga ilícita.
Fonte: G1 Mato Grosso
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