Polícia resgata idosa com Alzheimer mantida em cárcere privado pelo filho em Mato Grosso

Polícia resgata idosa com Alzheimer mantida em cárcere privado pelo filho em Mato Grosso

Uma operação da Polícia Militar resultou no resgate de uma idosa de 77 anos que era mantida em cárcere privado pelo próprio filho, de 35 anos, no distrito de São José do Couto, em Campinápolis. A ação ocorreu no último domingo (5), após denúncias de um surto de violência doméstica provocado pelo suspeito, que estaria sob efeito de álcool. Além do confinamento forçado da mãe, que sofre de Alzheimer e outras condições graves de saúde, o homem é investigado por ameaçar familiares e causar danos patrimoniais.

De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição foi acionada para intervir em uma situação de conflito familiar. Testemunhas informaram que o agressor chegou à residência embriagado e iniciou uma série de ameaças contra sua esposa e sua sogra. Em um momento de descontrole, o indivíduo destruiu objetos da casa e tentou incendiar o próprio automóvel, sendo impedido por pessoas presentes no local.

O aspecto mais crítico da ocorrência envolveu a situação da idosa. Diagnosticada com Alzheimer, hipertensão e apresentando sequelas de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e limitações motoras, a mulher foi mantida trancada em um cômodo por aproximadamente cinco horas. Relatos indicam que o filho impediu deliberadamente que ela deixasse o imóvel, chegando a ameaçar uma familiar que tentou socorrer a vítima e retirá-la da residência.

Ao chegarem ao local, os policiais militares localizaram o suspeito no interior da casa. Próximo a ele, as autoridades apreenderam um facão, utilizado para intimidar os presentes. O homem foi detido em flagrante e conduzido à delegacia de polícia, onde responderá pelos crimes de cárcere privado, ameaça e violência doméstica.

A idosa foi devidamente resgatada e entregue aos cuidados de familiares aptos a garantir sua segurança e bem-estar. O caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Civil, que deverá aprofundar as investigações sobre o histórico de violência na unidade familiar e as condições em que a vítima era mantida.

Fonte: G1 Mato Grosso

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