Polícia prende suspeita de cumplicidade em assassinato de adolescente em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou, nesta quinta-feira (26), a prisão da companheira de Marcos Pereira Soares, de 36 anos, sob a suspeita de envolvimento no brutal assassinato de sua cunhada, a adolescente Estefane Pereira Soares, de 17 anos. O crime, que chocou a capital mato-grossense pela extrema crueldade, ocorreu no dia 11 de março, apenas três dias após o principal suspeito ter sido liberado indevidamente de uma unidade prisional em Várzea Grande.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá apontam que a mulher, que inicialmente colaborou com as autoridades fornecendo acesso a mensagens de celular e permitindo perícias em sua residência, teria, na verdade, contribuído para a execução do delito. Diante dos novos indícios colhidos no decorrer do inquérito, a 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá expediu o mandado de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão em endereços ligados à investigada para a coleta de provas complementares.
O caso possui contornos alarmantes devido ao histórico de Marcos Pereira Soares, descrito pelas autoridades como um "criminoso sexual em série". O corpo de Estefane foi localizado amarrado em um córrego situado nos fundos da residência da família, no bairro Três Barras. A perícia indicou que a jovem foi submetida a sessões de tortura e há suspeitas de que tenha sofrido abuso sexual antes de ser morta.
Marcos, que foi detido poucas horas após o encontro do corpo, possui uma ficha criminal extensa e violenta. Ele já havia sido condenado a 19 anos de reclusão pelo assassinato de um vizinho em 2020 e é o principal suspeito da morte de uma tia materna, cujo corpo foi encontrado no mesmo local que o de Estefane. A linha de investigação sugere que as ações do suspeito sejam motivadas por uma aversão patológica a mulheres.
A soltura de Marcos, que possibilitou a ocorrência do feminicídio, está sendo rigorosamente apurada pela Corregedoria-Geral da Justiça. Suspeita-se que uma "falha humana" no sistema de controle prisional tenha permitido que o criminoso ganhasse as ruas por engano. A mulher detida nesta quinta-feira passou por audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto o inquérito avança para determinar o grau exato de sua participação no crime.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT