Polícia prende em Cuiabá foragida envolvida em execução de empresário vinculado à Operação Crédito Podre

Polícia prende em Cuiabá foragida envolvida em execução de empresário vinculado à Operação Crédito Podre

Uma operação policial realizada na manhã desta terça-feira (17), em Cuiabá, resultou na prisão de uma mulher de 36 anos que estava foragida da Justiça. Ela é apontada como uma das envolvidas no assassinato do empresário Wagner Florêncio Pimentel, ocorrido em fevereiro de 2019. A vítima era investigada como líder de uma organização criminosa acusada de sonegar mais de R$ 140 milhões em impostos estaduais.

A captura ocorreu no bairro Santa Laura, na residência da suspeita. De acordo com os registros policiais, ela não ofereceu resistência e confirmou a existência de um mandado de prisão preventiva expedido em 2024 pela 1ª Vara Criminal da Capital. Após a detenção, a mulher foi encaminhada à delegacia da Polinter para os procedimentos legais cabíveis.

O crime que motivou a ordem judicial aconteceu no bairro Jardim das Américas. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Wagner foi monitorado desde sua saída de um shopping center, onde possuía um comércio. A investigação aponta que a execução foi meticulosamente planejada: enquanto um dos suspeitos seguia a vítima em uma motocicleta, outros cúmplices, incluindo a mulher agora detida, acompanhavam o trajeto em um automóvel para garantir o sucesso da ação.

O homicídio foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram o momento em que o empresário foi alvejado ao reduzir a velocidade em um quebra-molas. "Na sequência, a pessoa não identificada e Dayane passaram pelo local em baixa velocidade, com a finalidade de certificar que Wagner estava morto", detalha o processo. Ao todo, cinco pessoas foram denunciadas por participação direta ou indireta no assassinato.

A vítima estava no centro da "Operação Crédito Podre", deflagrada em 2017 pela Polícia Civil. A investigação desarticulou um esquema complexo que utilizava mais de 30 empresas de fachada para fraudar o sistema tributário na comercialização de grãos, como soja e milho. O grupo simulava operações de venda para gerar créditos indevidos de ICMS, causando um prejuízo milionário aos cofres públicos de Mato Grosso. Além do homicídio, o caso segue como um marco no combate a crimes fiscais e organizações criminosas no estado.

Fonte: G1 Mato Grosso

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