Polícia investiga morte de jovem de 24 anos encontrada em residência em Sinop

Uma ocorrência trágica mobilizou as autoridades policiais no município de Sinop, a 480 km da capital, nesta quinta-feira (9). Raissa Pereira da Silva, de 24 anos, foi encontrada sem vida no interior de sua residência, localizada no bairro Jardim Primaveras. O corpo da jovem foi localizado por familiares e forças de segurança, apresentando sinais de violência, o que deu início a uma investigação imediata por parte da Polícia Civil para elucidar as circunstâncias do crime.
De acordo com relatos da Polícia Militar, a preocupação de familiares começou ainda no período da manhã, quando não conseguiram estabelecer contato com a jovem. Diante do silêncio, uma prima da vítima acionou as autoridades. Ao ingressarem no imóvel, os policiais militares, em ação conjunta com a Polícia Civil, encontraram Raissa deitada em sua cama, com uma toalha enrolada na região do pescoço.
As investigações preliminares contam com o auxílio fundamental de imagens capturadas por câmeras de segurança da região. Os registros mostram o momento em que a jovem abre a porta para um homem. Posteriormente, o mesmo suspeito é visto saindo de um dos cômodos da casa, vestindo uma camiseta, e abandonando o local. A cena do crime foi isolada para que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizasse os procedimentos de coleta de evidências, e o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).
O episódio traz à tona a discussão sobre a rede de proteção à mulher no estado de Mato Grosso. As autoridades reforçam a importância de ferramentas como o aplicativo "SOS Mulher MT", que oferece o recurso do botão do pânico para vítimas com medidas protetivas em cidades como Cuiabá e Rondonópolis, além de canais de denúncia e orientações sobre a Lei Maria da Penha em todo o território estadual.
A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, é o principal instrumento jurídico para coibir a violência doméstica e familiar, abrangendo agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais. As medidas protetivas seguem sendo um direito fundamental de qualquer mulher em situação de vulnerabilidade, podendo ser solicitadas diretamente em delegacias, no Ministério Público ou na Defensoria Pública, visando garantir a integridade física e o distanciamento de possíveis agressores.
Fonte: G1 Mato Grosso
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