Polícia investiga feminicídio e possível execução de suspeito por filhos da vítima no interior de MT

Uma tragédia familiar com desdobramentos violentos chocou o distrito de Santo Antônio do Fontoura, em São José do Xingu, nesta semana. Gabia Socorro da Silva foi encontrada morta em sua residência com ferimentos causados por arma branca, e o principal suspeito, seu companheiro Lourival Lucena Pinto Filho, está desaparecido após ter sido supostamente sequestrado pelos filhos da vítima. A Polícia Civil investiga a possibilidade de que o homem tenha sido executado em um ato de retaliação.
De acordo com o delegado Onias Estevam Pereira Filho, responsável pelo caso, o histórico de violência doméstica entre o casal era preexistente. O suspeito já havia sido detido anteriormente em flagrante por agredir Gabia. Na ocasião, após audiência de custódia e a decisão da vítima de não prosseguir com o pedido de medidas protetivas, ele foi colocado em liberdade.
O cenário atual aponta para um ciclo de violência que culminou na morte da mulher e no desaparecimento do agressor. "Nós acreditamos que ele esteja morto porque, quando eles saíram do local o ameaçaram de morte. Em seguida, ele foi levado e até agora não o achamos", declarou o delegado. Segundo as investigações, ao tomarem conhecimento do assassinato da mãe, três filhos de Gabia localizaram o suspeito na casa do pai dele, onde o agrediram com socos e pedradas antes de levá-lo à força em uma motocicleta.
As autoridades agiram rapidamente para conter a escalada de violência. Um adolescente de 16 anos foi apreendido e seu irmão, de 22 anos, foi preso pela Polícia Militar durante o velório da mãe, realizado na cidade de Confresa. Ambos são investigados por envolvimento direto no sequestro do padrasto. Foi o próprio adolescente quem encontrou o corpo da mãe, que apresentava ao menos três perfurações no abdômen.
A Polícia Civil de Mato Grosso mantém as buscas pelo paradeiro de Lourival Lucena Pinto Filho e trabalha para esclarecer todos os pontos do crime. O caso reforça a importância dos mecanismos de proteção à mulher, como o aplicativo 'SOS Mulher MT' e a Lei Maria da Penha, que oferecem suporte e canais de denúncia para vítimas de violência doméstica em todo o estado, visando evitar que conflitos familiares terminem em desfechos fatais.
Fonte: G1 Mato Grosso
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