Polícia investiga clínica em Cuiabá por suspeita de filmagem clandestina em vestiário feminino

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), deu início a uma investigação rigorosa para apurar denúncias de violação de privacidade em uma clínica de bronzeamento artificial no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O estabelecimento foi alvo de uma operação de fiscalização nesta quarta-feira (14), após relatos de que clientes estariam sendo filmadas sem consentimento nas dependências do vestiário feminino.
A ação policial foi desencadeada a partir de uma denúncia anônima que apontava a existência de uma câmera de segurança instalada estrategicamente para monitorar o local de troca de roupas. Segundo as informações preliminares da Decon, o equipamento de monitoramento encontrado não possuía qualquer tipo de barreira visual ou divisória que impedisse a captura de imagens das mulheres em momentos de intimidade ou nudez.
Diante da gravidade dos fatos, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os procedimentos cabíveis no local. Os peritos apreenderam o aparelho DVR (Digital Video Recorder), que passará por uma análise técnica minuciosa para verificar o conteúdo armazenado. O objetivo central da investigação é determinar há quanto tempo o dispositivo estava em operação, quem eram os responsáveis pelo acesso às imagens e se houve qualquer tipo de armazenamento indevido ou compartilhamento do material captado.
Juridicamente, o caso está sendo tratado sob a ótica do artigo 216-B do Código Penal Brasileiro. O dispositivo legal prevê sanções para quem produz, fotografa ou registra cenas de nudez ou conteúdo íntimo sem a devida autorização das vítimas. A pena prevista para este tipo de infração varia de seis meses a um ano de detenção, além de aplicação de multa.
A Polícia Civil reforça que o procedimento investigativo segue em andamento para identificar todos os envolvidos e garantir a proteção dos direitos das consumidoras. Até o momento, o nome da clínica não foi oficialmente divulgado pelas autoridades, visando preservar o sigilo necessário para a conclusão do inquérito policial.
Fonte: G1 Mato Grosso
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