Polícia investiga caso de ingestão de veneno de rato por crianças em escola municipal de Cuiabá

Polícia investiga caso de ingestão de veneno de rato por crianças em escola municipal de Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso revelou novos detalhes sobre o grave incidente ocorrido na Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, em Cuiabá, onde sete crianças foram atendidas após a manipulação de veneno de rato. Segundo as investigações preliminares divulgadas nesta segunda-feira (10), um dos alunos, de aproximadamente 4 anos, teria transportado quatro sachês do raticida de casa para a unidade de ensino dentro de uma sacola plástica. No momento da apreensão, um dos pacotes estava rompido, enquanto os outros três permaneciam lacrados.

O episódio mobilizou as autoridades de segurança e saúde da capital mato-grossense por volta das 9h30, quando a Polícia Militar foi acionada para averiguar a possível ingestão da substância química por estudantes. Diante do risco iminente, a diretoria da escola e os servidores agiram prontamente, encaminhando o grupo de crianças inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro para os primeiros socorros.

A Secretaria Municipal de Educação detalhou o quadro clínico dos envolvidos e o fluxo de atendimento especializado. "Seis crianças, que estão estáveis, conscientes e sem sintomas, foram encaminhadas ao Centro Médico Infantil (CMI), onde permanecem em observação e sob acompanhamento médico. A sétima criança, que teria levado a substância para a escola, após a avaliação inicial na UPA Morada do Ouro, foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permanece sob acompanhamento especializado e monitoramento toxicológico", informou a pasta em nota oficial.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Odair Mendonça, a resposta ao incidente foi imediata. Embora a maioria dos alunos tenha permanecido assintomática, a criança que portava o veneno apresentou sinais de sonolência e desorientação, sendo mantida sob monitoramento rigoroso no HMC, embora já tenha sido declarada fora de perigo.

O material apreendido, descrito como um produto de coloração rosa, foi enviado para perícia técnica. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias que permitiram que o raticida saísse do ambiente doméstico e chegasse às mãos dos estudantes no ambiente escolar, visando esclarecer responsabilidades e garantir a segurança dos demais alunos da rede municipal.

Fonte: G1 Mato Grosso

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