Polícia intercepta entrega de celulares por drone em penitenciária de Rondonópolis após tentativas sucessivas

Polícia intercepta entrega de celulares por drone em penitenciária de Rondonópolis após tentativas sucessivas

Em uma ação coordenada e de pronta resposta, policiais penais da Penitenciária Major Eldo de Sá Correia, popularmente conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis, interceptaram na última quarta-feira (8) a entrega de aparelhos eletrônicos ilícitos via drone. A operação de vigilância impediu que dois aparelhos celulares e dois carregadores chegassem às mãos de detentos, reforçando o rigoroso controle de segurança mantido na unidade prisional.

De acordo com informações fornecidas pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a tentativa de invasão do espaço aéreo da penitenciária ocorreu de forma insistente ao longo da tarde. O monitoramento das equipes de plantão identificou a primeira aproximação do equipamento por volta das 12h40. Na ocasião, o operador do drone recuou ao perceber a movimentação ostensiva dos agentes no perímetro de segurança.

A persistência dos criminosos foi registrada em outros dois momentos. Às 13h20, o drone retornou para uma segunda tentativa, sendo novamente afugentado pela presença policial. Contudo, às 14h, o equipamento realizou uma terceira investida, conseguindo soltar o pacote no interior da unidade antes de fugir. Os policiais penais agiram rapidamente e efetuaram a apreensão do material, embora o drone não tenha sido localizado.

O uso de tecnologia para o ingresso de materiais proibidos tem sido um desafio constante para as forças de segurança em Mato Grosso. Dados estatísticos revelam um cenário alarmante: entre outubro e janeiro de 2025, o estado registrou a apreensão de 52 drones utilizados para fins ilícitos em presídios. Desse total, a Penitenciária de Rondonópolis concentra a maioria das ocorrências, com 40 dispositivos interceptados. Ao todo, a unidade já contabiliza a retirada de circulação de 692 celulares.

Todo o material apreendido nesta última operação foi encaminhado ao setor de inteligência da Sejus para análise técnica. O caso segue sob investigação das autoridades competentes para identificar os operadores do equipamento e os possíveis destinatários da carga dentro do sistema prisional.

Fonte: G1 Mato Grosso

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