Polícia identifica mulher assassinada há sete anos em Cuiabá após avanços em perícia biométrica

Após quase sete anos de incertezas, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, nesta terça-feira (24), a identidade de uma mulher assassinada em Cuiabá no ano de 2018. A vítima foi identificada como Fabricia Maria Ferreira, que tinha 48 anos à época do crime. Natural de Resplendor (MG), ela vivia em situação de rua na capital mato-grossense quando foi morta com um golpe de faca. O caso, que permanecia sem solução quanto à identidade da vítima, ganha agora um novo capítulo com a busca por seus familiares.
O crime ocorreu em novembro de 2018, no centro de Cuiabá. De acordo com os registros policiais, o corpo de Fabricia foi localizado na manhã do dia 27 de novembro, no cruzamento das avenidas Getúlio Vargas e Presidente Marques. As investigações apontaram que ela foi atingida por um objeto cortante nas costas e, mesmo ferida, conseguiu caminhar por aproximadamente um quarteirão antes de sucumbir aos ferimentos e cair no local onde foi encontrada por transeuntes.
A identificação foi possível graças ao trabalho minucioso da Politec e ao projeto "Lembre de Mim". A papiloscopista e coordenadora do projeto, Simone Delgado, explicou que o processo envolve a coleta e o processamento de impressões digitais em sistemas automatizados, mesmo em situações complexas. "Hoje em dia se entra um corpo não identificado, nós fazemos a coleta das impressões digitais, até mesmo em casos desafiadores, a gente consegue recuperar tecido de corpos em avançado estado de decomposição/ carbonizados e nós processamos essa impressão digital da pessoa desconhecida no sistema automatizado", detalhou a especialista.
A tecnologia biométrica utiliza a base de dados de documentos emitidos no estado, como o Registro Geral (RG), para confrontar informações. Como cada indivíduo possui digitais únicas, o sistema aponta candidatos com padrões semelhantes, permitindo a confirmação da identidade e o posterior rastreamento da árvore genealógica. "Por conta dessa individualização, o sistema faz essa pesquisa e ele vai nos apontar os candidatos que tem as impressões digitais semelhantes. É assim que a gente consegue, por exemplo, já identificar qual que é a família daquela pessoa", afirmou Delgado.
Fabricia Maria Ferreira era filha de Antonio Jose Ferreira e Carmen Guilhermina Maria Ferreira. Com a confirmação oficial da identidade, a Politec agora concentra esforços para localizar os parentes da vítima, visando dar um desfecho digno ao caso e permitir que a família realize os procedimentos necessários.
Fonte: G1 Mato Grosso
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