Polícia Civil prende suspeita de receber valores de roubo com reféns em Jangada

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão em flagrante de uma mulher suspeita de envolvimento em um violento assalto ocorrido em uma propriedade rural no município de Jangada, localizado a cerca de 75 km da capital. O crime, registrado na madrugada desta sexta-feira (27), envolveu a manutenção de um casal como refém e a transferência forçada de altas quantias em dinheiro sob grave ameaça e agressões físicas.
De acordo com o boletim informativo da Delegacia de Rosário Oeste, a ação criminosa foi perpetrada por dois homens armados que invadiram a residência das vítimas. Durante aproximadamente quatro horas, o casal foi mantido sob o domínio dos assaltantes e coagido a fornecer senhas de aplicativos bancários. Sob intensa pressão e violência, as vítimas realizaram transferências que totalizaram R$ 46 mil. Desse montante, R$ 20 mil foram destinados via TED para a conta da mulher agora detida, enquanto os R$ 26 mil restantes foram enviados por PIX para um segundo beneficiário que já está sob investigação.
Além dos valores subtraídos das contas bancárias, os criminosos fugiram do local levando pertences materiais de alto valor, incluindo uma caminhonete Mitsubishi L200, aparelhos celulares e documentos pessoais das vítimas. A fuga ocorreu logo após a conclusão das transações financeiras ilícitas.
A resposta das autoridades foi imediata após o registro da ocorrência. O setor de inteligência da Polícia Civil iniciou o rastreamento dos fluxos financeiros, o que permitiu a identificação e localização da mulher que recebeu a maior parte da transferência via TED. Após ser detida, ela foi conduzida à unidade policial, onde foi interrogada e autuada pelo crime de roubo, permanecendo agora à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil ressaltou que as diligências continuam de forma ininterrupta. O foco das autoridades agora está na identificação e captura dos dois executores diretos do assalto, bem como na localização de outros possíveis cúmplices que possam ter auxiliado na ocultação dos valores e bens subtraídos. O caso reforça a importância da rápida comunicação de crimes financeiros para viabilizar o bloqueio e a recuperação de ativos.
Fonte: G1 Mato Grosso
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