Polícia Civil prende homem em Cuiabá por armazenamento de 7 mil imagens de abuso sexual infantil

Polícia Civil prende homem em Cuiabá por armazenamento de 7 mil imagens de abuso sexual infantil

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão de um homem em Cuiabá, nesta terça-feira (17), sob a acusação de armazenar um vasto acervo de material contendo exploração sexual infantojuvenil. De acordo com as autoridades, foram identificadas aproximadamente 7 mil imagens de abuso, incluindo registros que envolvem bebês. A ação é resultado de um minucioso trabalho investigativo conduzido pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

O delegado responsável pelo caso, Guilherme da Rocha, detalhou que o suspeito já estava sob o radar das autoridades, tendo sido alvo de uma operação anterior realizada em setembro de 2024. A investigação atual aponta para o crime de armazenamento de pornografia infantil, conduta tipificada no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A gravidade do conteúdo encontrado reforça a necessidade de rigor na fiscalização de crimes cibernéticos dessa natureza.

O processo de identificação do indivíduo foi viabilizado por meio de uma análise técnica aprofundada de dados cibernéticos. Peritos e investigadores examinaram diversos equipamentos eletroeletrônicos apreendidos, como notebooks, pen drives, aparelhos celulares e computadores de mesa. O cruzamento dessas informações permitiu que a Polícia Civil fundamentasse o pedido de prisão, que foi devidamente expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.

Após o cumprimento do mandado, o investigado foi encaminhado à sede da DRCI para os procedimentos administrativos e legais necessários. "A investigação permitiu a identificação do suspeito e, consequentemente, a solicitação do mandado de prisão", destacou a corporação. O homem, cuja identidade foi preservada conforme os protocolos legais, permanece agora à disposição do Poder Judiciário, onde deverá responder pelas acusações que lhe são imputadas. A operação reforça o compromisso das forças de segurança estaduais no combate à exploração sexual e na proteção dos direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Fonte: G1 Mato Grosso

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