Polícia Civil investiga suposta retirada forçada de criança de 5 anos em Cuiabá

Polícia Civil investiga suposta retirada forçada de criança de 5 anos em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou uma investigação detalhada para apurar as circunstâncias de uma ocorrência envolvendo um menino de 5 anos, registrada na última segunda-feira (24), no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. O caso, inicialmente reportado como suposto sequestro e cárcere privado, envolve uma disputa entre a mãe biológica da criança e uma mulher que afirma deter a guarda legal do menor. Imagens de câmeras de monitoramento capturaram o momento em que a criança corre pela via pública antes de ser alcançada e colocada em um veículo de cor branca.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela guardiã, a mãe biológica teria chegado ao local acompanhada por um homem supostamente armado. O registro policial detalha que o menino estava na frente da residência com a filha da denunciante quando a abordagem ocorreu. Após a criança ser colocada no automóvel, os envolvidos deixaram o local. A denunciante também alegou o descumprimento de medidas protetivas que estariam em vigor.

Em contrapartida, a defesa da mãe biológica refuta categoricamente as acusações de sequestro. Segundo a advogada constituída, a mãe está exercendo seus direitos legais de convivência e guarda, assegurando que não existe nenhuma ordem judicial que a impeça de estar com o filho. A defesa classificou as alegações como falsas e garantiu que o menino está em segurança, embora não tenha revelado seu paradeiro atual. Devido à natureza do caso, o processo tramita sob segredo de Justiça.

Em manifestação nas redes sociais, a mãe biológica negou o uso de armas e afirmou ter levado o filho após encontrá-lo desassistido na rua. A Polícia Civil realizou diligências no endereço da genitora, no bairro Alvorada, onde os avós da criança informaram desconhecer o incidente. As autoridades seguem analisando as imagens e os depoimentos para esclarecer a situação jurídica da guarda e a veracidade das informações apresentadas por ambas as partes envolvidas.

Fonte: G1 Mato Grosso

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