Polícia Civil investiga morte de criança de 3 anos com sinais de abuso; padrasto é preso em Mato Grosso

Polícia Civil investiga morte de criança de 3 anos com sinais de abuso; padrasto é preso em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga um crime brutal ocorrido na madrugada deste domingo (3) em Primavera do Leste, a 240 km da capital. Uma criança de apenas 3 anos faleceu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sinais evidentes de violência física e abuso sexual. O padrasto da vítima, um jovem de 24 anos com histórico criminal extenso, foi preso em flagrante pelas autoridades locais como o principal suspeito do crime.

O caso mobilizou as forças de segurança e o Conselho Tutelar após a equipe médica da UPA constatar que a menina já chegou à unidade sem sinais vitais. Durante as manobras de reanimação, os profissionais de saúde identificaram hematomas pelo corpo e lesões severas compatíveis com abuso sexual. Diante da gravidade dos fatos, a polícia foi imediatamente acionada para iniciar as diligências.

De acordo com os relatos colhidos durante a investigação preliminar, o suspeito teria realizado uma chamada de vídeo para a mãe da criança, que estava no trabalho, alegando que a menina não conseguia acordar. Ao retornar rapidamente para a residência, a mãe socorreu a filha e a levou para o atendimento médico, onde o óbito foi confirmado. O suspeito, que havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses, possui antecedentes criminais relevantes.

Ao periciarem a residência da família, localizada no Bairro Primavera III, os investigadores da Polícia Civil encontraram um cenário de extrema precariedade. O ambiente foi descrito como insalubre, com presença de alimentos estragados e falta de higiene. No local, foram colhidas provas materiais cruciais para o inquérito, como manchas de sangue em roupas íntimas da vítima e nos lençóis da cama, reforçando a tese de violência sexual.

A mãe da vítima foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos e liberada posteriormente. O padrasto permanece detido e deve ser indiciado pelo crime de estupro de vulnerável qualificado pelo resultado morte. A Polícia Civil agora aguarda a conclusão dos laudos periciais oficiais para finalizar o inquérito e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.

Fonte: G1 Mato Grosso

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