Polícia Civil investiga denúncias de maus-tratos em creche filantrópica de Cuiabá

Polícia Civil investiga denúncias de maus-tratos em creche filantrópica de Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou uma investigação rigorosa para apurar denúncias de maus-tratos contra crianças na Creche Filantrópica Menino Jesus, localizada no bairro Jardim Brasil, em Cuiabá. O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos registrados no interior da unidade, que mostram servidores agredindo e arrastando alunos. A instituição, que atende 53 crianças com idades entre 1 e 4 anos, mantém um termo de parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME).

As imagens, que circulam entre os responsáveis pelos alunos desde o último sábado, revelam cenas perturbadoras. Em um dos registros, uma funcionária é vista desferindo tapas no rosto de um menino, além de segurar seus braços com força excessiva. Outra gravação flagra uma segunda servidora arrastando uma criança pelo chão e carregando-a de forma inadequada até o refeitório. Há ainda o registro de um aluno chorando isolado do lado de fora de uma sala trancada.

Diante da gravidade dos fatos, a diretora da creche formalizou sua renúncia. Uma mãe, que preferiu manter o anonimato, expressou o sentimento de insegurança que tomou conta das famílias: "Eu me sinto horrorizada, com muito medo de deixar meu filho lá. Só deixo porque eu preciso trabalhar. Quando conheci o local pessoalmente, eu gostei muito, esperava que o tratamento fosse humanizado, por se tratar de uma creche filantrópica", desabafou.

A Secretaria Municipal de Educação informou que enviou uma equipe técnica ao local e que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) será acionado para acompanhar o caso. A pasta ressaltou que, por se tratar de uma entidade filantrópica, os funcionários não pertencem ao quadro de servidores municipais, cabendo à própria instituição as sanções disciplinares e trabalhistas. Contudo, a prefeitura garantiu que adotará medidas administrativas no âmbito da parceria para assegurar a proteção dos menores.

O delegado responsável pelo caso, Ramiro Queiroz, enfatizou o compromisso da Polícia Civil em solucionar o ocorrido com celeridade. "A gente espera que seja um processo rápido, que dê uma resposta para a sociedade e que não gere a sensação de impunidade", afirmou a autoridade policial, destacando a falha inaceitável na segurança de um ambiente destinado ao cuidado infantil. A gestão da unidade será assumida provisoriamente por um membro da diretoria até que uma nova administração seja definida.

Fonte: G1 Mato Grosso

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