Polícia Civil indicia vizinho por homicídio qualificado em Rondonópolis; suspeito está foragido

Polícia Civil indicia vizinho por homicídio qualificado em Rondonópolis; suspeito está foragido

A Polícia Civil de Mato Grosso finalizou o inquérito referente ao brutal assassinato de Janaina Rafaela Pereira, de 40 anos, ocorrido em Rondonópolis. O principal suspeito, Samuel Nycholas Souza Goulart, de 27 anos, vizinho da vítima, foi indiciado por homicídio qualificado. Apesar de ter confessado o crime durante as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem encontra-se foragido após a expedição de seu mandado de prisão preventiva pela Justiça.

As investigações apontam que o crime foi motivado por desentendimentos recorrentes entre vizinhos no conjunto de quitinetes onde ambos residiam, no bairro Vila Ipiranga. De acordo com a DHPP, após uma discussão, o suspeito adquiriu uma faca em um comércio local e aguardou o retorno da vítima para executar o homicídio. O inquérito detalha ainda que, após o ato, o agressor tentou ocultar provas lavando suas vestes e, posteriormente, retornou ao local do crime para atear fogo ao corpo da vítima.

Janaina foi localizada apenas no dia 16 de abril, já em avançado estado de decomposição, após sua irmã acionar a Polícia Militar devido à falta de contato desde o dia 13 daquele mês. O corpo apresentava múltiplas perfurações por faca. Relatos de familiares e vizinhos confirmaram que já existia um histórico de tensões e ameaças entre o suspeito e a vítima, com registros anteriores de chamados via 190 por problemas de convivência condominial.

O suspeito chegou a prestar depoimento à polícia anteriormente, ocasião em que confessou a autoria do crime. Contudo, na data da oitiva, ele foi liberado por não haver situação de flagrante nem mandado de prisão em aberto. Com a conclusão dos trabalhos policiais, ele foi formalmente indiciado por homicídio qualificado mediante motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso agora segue sob a responsabilidade do Ministério Público e do Poder Judiciário, enquanto as autoridades buscam o paradeiro do indiciado.

Fonte: G1 Mato Grosso

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