Polícia Civil desarticula esquema de falsos consórcios e cumpre mandados em Cuiabá

Polícia Civil desarticula esquema de falsos consórcios e cumpre mandados em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (24), uma operação estratégica para desarticular um esquema fraudulento de venda de consórcios inexistentes em Cuiabá. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), resultou no cumprimento de quatro ordens judiciais contra um casal suspeito de liderar as atividades ilícitas. Os investigados são acusados de comercializar falsas cartas de crédito contempladas, atraindo vítimas por meio de publicidade enganosa em redes sociais e causando significativos prejuízos financeiros.

De acordo com as investigações conduzidas pela Decon, o modus operandi dos suspeitos consistia em oferecer facilidades irreais para a aquisição de bens. Eles prometiam aos interessados que, mediante o pagamento de um valor de entrada, o crédito seria liberado em poucos dias. Entretanto, após a transferência dos recursos, as vítimas descobriam que as cartas de crédito não existiam. Em diversas situações, a polícia constatou que sequer havia vínculo ou contratação junto às administradoras de consórcios de montadoras de veículos citadas nas negociações.

A apuração policial revelou que a prática era recorrente e seguia um padrão sistemático de indução ao erro, sempre focada em pagamentos antecipados sob a promessa de acesso rápido ao capital. O cruzamento de dados e registros de ocorrências permitiu identificar que o casal operava o mesmo modelo de golpe com múltiplas vítimas na capital mato-grossense, consolidando os indícios de estelionato qualificado.

Durante a ofensiva policial, foram realizados mandados de busca e apreensão na residência dos alvos. A Justiça também determinou medidas cautelares rigorosas, incluindo a proibição imediata de qualquer atividade relacionada à venda de consórcios e a restrição de locomoção fora da comarca sem prévia autorização. Um dos investigados passará a ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

As autoridades policiais continuam os trabalhos para verificar a participação de terceiros e localizar novas vítimas do esquema. Caso as acusações sejam confirmadas judicialmente, os envolvidos podem enfrentar penas de até oito anos de reclusão pelo crime de estelionato cometido por meio eletrônico. A Polícia Civil reforça a importância de que cidadãos lesados procurem a Decon para formalizar denúncias e colaborar com o processo investigativo.

Fonte: G1 Mato Grosso

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