Plantonista de clínica em Cuiabá confessa assassinato de paciente e simulação de suicídio

Um crime brutal chocou a capital mato-grossense após a confissão de um funcionário de uma clínica de reabilitação no bairro Jardim Primavera. Odiley Rodrigues Souza, plantonista da unidade, admitiu à Polícia Civil ter assassinado o interno Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, que realizava tratamento para esquizofrenia. Além da autoria do homicídio, o suspeito revelou ter forjado a cena do crime para simular um suicídio e tentado coagir uma testemunha a sustentar sua versão inverídica aos investigadores.
O caso ocorreu durante o plantão noturno, momento em que Odiley era o único responsável pela vigilância de uma ala que abrigava mais de 42 pacientes. De acordo com as investigações, a vítima teria sofrido um surto psicótico, o que levou o funcionário a realizar uma contenção física violenta. O suspeito utilizou um golpe conhecido como "mata-leão" ou uma corda para imobilizar o paciente, que teve os braços amarrados para trás. Após a ação, Alessandro foi trancado em um quarto sem qualquer monitoramento posterior.
A farsa começou a ser desmantelada quando a perícia técnica encontrou graves inconsistências entre os vestígios no local e o relato do plantonista. Inicialmente, ele alegou que o paciente havia se enforcado, mas o corpo foi encontrado por outros internos com uma corda no pescoço em circunstâncias que não condiziam com um autoextermínio. "O suspeito também admitiu ter pedido a uma testemunha que confirmasse a versão inicial apresentada à polícia", detalha o relatório, ressaltando que a testemunha se recusou a mentir.
Na clínica, foi informado que Alessandro necessitava de cuidados especiais devido à sua condição clínica e que já havia apresentado episódios de agitação anteriormente. Diante das evidências e da própria confissão, o funcionário foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil de Mato Grosso mantém as investigações em curso para determinar se houve a conivência ou participação de outros indivíduos no trágico episódio ocorrido na unidade de saúde.
Fonte: G1 Mato Grosso
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