PF investiga funcionário da Caixa por fraudes bancárias e manipulação de sistema em Mato Grosso

PF investiga funcionário da Caixa por fraudes bancárias e manipulação de sistema em Mato Grosso

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Chave Mestra, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes bancárias operado dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal em Canarana, no interior de Mato Grosso. O principal alvo da ofensiva é um funcionário da própria instituição, suspeito de utilizar sua posição privilegiada para realizar movimentações financeiras ilícitas em contas de clientes. As ordens judiciais de busca e apreensão foram cumpridas em endereços ligados ao investigado.

De acordo com as investigações, o servidor teria se aproveitado do acesso aos sistemas internos para cadastrar senhas, solicitar cartões e efetuar o desbloqueio de dispositivos sem o consentimento dos titulares das contas. Com o controle das contas em mãos, o suspeito realizava saques, compras e transferências que não eram reconhecidos pelas vítimas. A Polícia Federal apurou que o esquema gerou prejuízos a diversos correntistas, embora o montante total desviado ainda esteja sob análise técnica.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades após a própria Caixa Econômica Federal detectar inconsistências e movimentações atípicas. A auditoria interna da instituição vinculou os procedimentos operacionais irregulares às credenciais de acesso do funcionário investigado. Além das fraudes financeiras, os agentes identificaram indícios de que houve uma tentativa de obstruir a apuração dos fatos por meio de interferência direta no sistema de videomonitoramento da agência, possivelmente para ocultar provas das ações criminosas.

Durante a execução da operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças. Os materiais coletados serão analisados para verificar se há outros envolvidos no esquema e para dimensionar o alcance total das vítimas. Até o momento, a Caixa Econômica Federal não emitiu um posicionamento oficial sobre a investigação em curso.

Os fatos apurados até agora enquadram-se, inicialmente, nos crimes de peculato, furto qualificado e inserção de dados falsos em sistema de informações. A Polícia Federal segue com as diligências para garantir o pleno esclarecimento das irregularidades e a proteção do patrimônio dos clientes da instituição financeira.

Fonte: G1 Mato Grosso

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