Operação Veritas: Jornalista é alvo de busca e apreensão por suposta perseguição a líderes religiosos em Mato Grosso

Operação Veritas: Jornalista é alvo de busca e apreensão por suposta perseguição a líderes religiosos em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (3), a 'Operação Veritas', visando colher provas em uma investigação que envolve um jornalista e ex-seminarista suspeito de praticar crimes de perseguição e difamação contra membros da cúpula da Igreja Católica em Barra do Garças. Durante a ação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Cuiabá, resultando no recolhimento de dispositivos eletrônicos e documentos que passarão por perícia técnica.

As investigações apontam que o suspeito teria utilizado plataformas digitais, incluindo redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, para propagar conteúdos ofensivos e acusatórios contra um bispo e um pároco da região. O inquérito apura a prática de crimes como calúnia, difamação, injúria e o crime de perseguição (stalking), conforme estabelecido pelo Código Penal Brasileiro.

O histórico do conflito remonta a abril deste ano, quando um padre da localidade relatou às autoridades policiais ter sido alvo de denúncias formuladas pelo ex-seminarista. Na ocasião, as acusações envolviam suposto abuso de poder, má gestão de bens eclesiásticos e violação de direitos. Tais denúncias foram encaminhadas à Polícia Civil, ao Ministério Público e até mesmo ao Vaticano, porém, as apurações iniciais sobre esses fatos não apresentaram avanços significativos. Atualmente, esse processo específico tramita sob sigilo na Delegacia de Alto Araguaia.

Com o desdobramento da Operação Veritas, o Judiciário impôs uma série de medidas cautelares ao jornalista para proteger a integridade das vítimas. Entre as determinações, destacam-se a proibição de manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, com os religiosos, a manutenção de uma distância mínima de 200 metros e a proibição estrita de realizar novas publicações relacionadas aos fatos que motivaram a investigação.

Todo o material apreendido, que inclui computadores e aparelhos celulares, será submetido a uma análise minuciosa, com o objetivo de recuperar inclusive arquivos que possam ter sido deletados. A Polícia Civil informou que o caso continua sendo investigado sob sigilo para garantir a eficácia das diligências e a preservação dos direitos de todos os envolvidos.

Fonte: G1 Mato Grosso

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