Operação Stop Hate combate uso de inteligência artificial em ataques contra políticos em Mato Grosso

Operação Stop Hate combate uso de inteligência artificial em ataques contra políticos em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (20), a Operação Stop Hate, com o objetivo de desarticular um esquema de disseminação de notícias falsas e ataques virtuais contra autoridades públicas. A ação, realizada no município de Rondonópolis, mirou proprietários de perfis em redes sociais suspeitos de utilizar inteligência artificial para criar conteúdos caluniosos e praticar o crime de stalking (perseguição) contra representantes dos poderes Executivo e Legislativo.

As investigações revelaram que os suspeitos utilizavam o ambiente digital para propagar acusações infundadas de corrupção contra membros da administração municipal. De forma sofisticada, o grupo empregava ferramentas de inteligência artificial para manipular vídeos e imagens, buscando conferir veracidade a narrativas fictícias. Em um dos casos mais graves identificados pela polícia, os investigados atribuíram falsamente a autoria de um homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis, mesmo sem qualquer indício ou investigação em curso contra o gestor.

Além das ofensas ao Executivo local, a operação apurou ataques direcionados a um deputado estadual. Segundo os registros policiais, um dos perfis sob investigação acusou o parlamentar de utilizar um secretário municipal como "testa de ferro" em supostas atividades ilícitas. A Polícia Civil esclareceu que tais publicações visavam ferir a honra das autoridades e desestabilizar a ordem política através da desinformação.

Durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares, os agentes apreenderam computadores, aparelhos celulares e diversos dispositivos de armazenamento digital. O material será submetido a perícia técnica para aprofundar a coleta de provas sobre a origem das postagens e a identificação de outros possíveis envolvidos.

Por determinação judicial, os investigados estão proibidos de realizar novas publicações que façam referência às vítimas identificadas no inquérito. Além disso, a Justiça impôs a proibição de contato entre os suspeitos. A operação reforça o cerco das forças de segurança contra crimes cibernéticos e o uso indevido de tecnologias de manipulação de imagem no cenário político mato-grossense.

Fonte: G1 Mato Grosso

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