Operação Replay: Polícia Civil mira núcleo financeiro de facção e bloqueia R$ 38 milhões em bens

Operação Replay: Polícia Civil mira núcleo financeiro de facção e bloqueia R$ 38 milhões em bens

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), deflagrou a Operação Replay, focada em desarticular o braço financeiro de uma das maiores facções criminosas em atuação no estado. A ação resultou no cumprimento de diversos mandados de prisão e busca em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. O objetivo central é neutralizar a estrutura responsável pela lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da organização, que continuava operando mesmo após ofensivas policiais anteriores.

Entre os 15 alvos identificados pela investigação, destaca-se a prisão de Katani Adorno Bocardi, ocorrida na madrugada desta sexta-feira (31) no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Katani, que retornava de uma viagem a Paris, é apontada como peça estratégica na engrenagem financeira do grupo. Ela é esposa de Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão", também detido na operação. A lista de investigados inclui nomes como Paulo Witer Farias Paelo, o "W.T.", apontado como tesoureiro da facção; a advogada Dayane Karol Moreira da Silva; e os jogadores de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar ("Soldado") e Brunno Passos da Silva ("Brunninho").

As investigações revelaram uma divisão clara de tarefas dentro da organização. Segundo as autoridades, "W.T.", mesmo custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), mantinha o comando das operações financeiras através de aparelhos celulares, coordenando a aquisição de bens e a movimentação de recursos. A advogada Dayane Karol é suspeita de atuar na regularização de imóveis em nome de terceiros para conferir um aspecto de legalidade ao patrimônio ilícito, enquanto Alex Júnior e Brunno Passos operavam como braços executores das ordens externas do tesoureiro.

O impacto financeiro da Operação Replay é significativo. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 38 milhões em ativos. Deste montante, R$ 20 milhões referem-se ao sequestro de imóveis de alto padrão e veículos de luxo, localizados inclusive em Santa Catarina, e outros R$ 18 milhões em ativos financeiros. Esta nova fase é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, demonstrando o esforço contínuo das forças de segurança para asfixiar economicamente o crime organizado no estado.

Fonte: G1 Mato Grosso

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