Operação policial desarticula grupo suspeito de cyberbullying e extorsão em Confresa

Operação policial desarticula grupo suspeito de cyberbullying e extorsão em Confresa

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (25), uma operação estratégica no município de Confresa para desarticular um grupo especializado em crimes virtuais, incluindo cyberbullying, extorsão e ataques sistemáticos à honra. A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de utilizarem perfis anônimos em redes sociais para intimidar e difamar moradores da região.

As investigações, conduzidas por meio de um inquérito instaurado anteriormente, revelaram um esquema de intimidação sistemática que vitimou pelo menos nove pessoas, entre elas uma adolescente de apenas 14 anos. Segundo a Polícia Civil, os criminosos utilizavam o Instagram para disseminar conteúdos ofensivos que incluíam ataques de cunho sexual, ofensas à higiene pessoal, acusações de infidelidade e críticas severas à conduta profissional das vítimas. O material investigado compreende publicações realizadas entre novembro de 2024 e março de 2025.

Além do abalo psicológico causado pelas ofensas, o grupo praticava extorsão financeira. As vítimas eram pressionadas a realizar pagamentos em dinheiro para que as postagens difamatórias fossem removidas das plataformas digitais. A complexidade do caso exigiu uma atuação técnica avançada, com a autorização judicial para a quebra de sigilo de dados junto à empresa Meta, proprietária do Instagram.

Com o acesso aos registros, os investigadores conseguiram identificar os endereços de IP vinculados aos perfis anônimos. O cruzamento desses dados com informações fornecidas por provedores de internet permitiu localizar duas residências em Confresa que serviam de base para as conexões ilegais. Os mandados de busca visam a apreensão de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, que passarão por perícia forense detalhada.

O objetivo da próxima fase da investigação é a extração de dados e o histórico de conversas em aplicativos de mensagens, o que deve consolidar as provas sobre a autoria dos crimes de calúnia, difamação, injúria, ameaça e extorsão. O processo tramita em segredo de Justiça, reforçando o compromisso das autoridades em proteger a identidade das vítimas enquanto avançam na responsabilização criminal dos envolvidos.

Fonte: G1 Mato Grosso

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