Operação policial desarticula esquema de tráfico e execuções comandado de dentro de presídio feminino em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (7), uma expressiva operação para desarticular uma organização criminosa envolvida em tráfico de entorpecentes e execuções. O foco da ação foi uma liderança feminina de uma facção, apelidada de “Princesa”, que, mesmo custodiada no sistema prisional, coordenava atividades delituosas em diversas regiões do estado. A ofensiva policial resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Cáceres, Rondonópolis e Nova Mutum.
As investigações revelaram que a mentora do esquema exercia seu poder de dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, localizada na capital. Com antecedentes por homicídio qualificado, a suspeita utilizava sua influência para gerenciar o comércio de drogas em Cáceres e ordenar o assassinato de membros de grupos rivais. A manutenção de sua rede de contatos com o mundo exterior permitia que a estrutura criminosa permanecesse ativa e letal, apesar de sua detenção.
A estrutura do grupo criminoso era marcada por uma organização hierárquica sofisticada e uma divisão de tarefas meticulosa, envolvendo pelo menos 28 indivíduos. Segundo o delegado responsável pelo caso, o bando contava com funções específicas para garantir a fluidez das operações ilícitas: "Os demais investigados atuavam em diferentes funções, como armeiros, responsáveis pelo fornecimento de armas e munições, executores de homicídios sob ordens da liderança, operadores da logística de drogas e armamentos, além de envolvidos no roubo de carros para atender aos interesses da organização".
O principal motor das ações violentas do grupo era a disputa territorial com facções adversárias. A logística incluía desde o suporte bélico até o uso de veículos roubados para a prática de crimes, consolidando o domínio sobre pontos de venda de drogas. Com o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil busca enfraquecer a comunicação interna da facção e interromper o ciclo de violência gerado pelas ordens emanadas do interior da unidade prisional. As autoridades seguem monitorando os desdobramentos para identificar outros possíveis envolvidos na rede de apoio da organização.
Fonte: G1 Mato Grosso
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