Operação policial desarticula cativeiro de facção e resgata três vítimas de tortura em Mato Grosso

Uma operação conjunta das forças de segurança pública resultou na desarticulação de um cativeiro e na prisão de sete suspeitos de integrarem uma organização criminosa em Porto Esperidião, a 358 km da capital. A ação, deflagrada na madrugada deste domingo (19), mobilizou equipes da Polícia Militar de Glória d’Oeste, unidades de municípios vizinhos e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), culminando na libertação de três vítimas que sofriam torturas e eram mantidas em cárcere privado.
O cerco policial teve início após a denúncia de uma mulher, que relatou o sequestro de seu marido em frente à residência do casal. Segundo o boletim de ocorrência, três homens encapuzados utilizaram uma caminhonete para levar a vítima. Com a rápida mobilização das autoridades, o local utilizado como esconderijo foi localizado. Durante a aproximação, os policiais flagraram parte do grupo na frente do imóvel; dois suspeitos tentaram fugir, mas foram rapidamente contidos, enquanto outros cinco foram detidos no interior da residência.
No interior do imóvel, o cenário era de extrema violência. Dois homens e uma mulher foram encontrados com pés e mãos amarrados, apresentando diversos hematomas e sinais de agressões físicas. Em depoimento, as vítimas relataram que estavam sendo submetidas a sessões de espancamento com socos e pauladas. Os criminosos alegavam que o grupo seria responsável por supostos roubos de entorpecentes pertencentes à facção e utilizavam chamadas de vídeo com outros líderes da organização para decidir o destino dos reféns, sob constantes ameaças de morte.
Além das prisões em flagrante, a polícia realizou uma varredura minuciosa no local, onde apreendeu facas, arames usados para imobilizar as vítimas e aproximadamente meio quilo de maconha. Os sete envolvidos — seis homens e uma mulher — foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde responderão pelos crimes de sequestro, cárcere privado, tortura, lesão corporal e tráfico de drogas. As investigações agora seguem sob responsabilidade da Polícia Civil para identificar outros possíveis membros da estrutura criminosa na região de fronteira.
Fonte: G1 Mato Grosso
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