Operação Pentágono: Polícia Civil detalha logística e arsenal de grupo que sitiou Confresa
A Polícia Civil de Mato Grosso revelou detalhes minuciosos sobre a logística do maior crime patrimonial já registrado na história do estado. Através de imagens e depoimentos obtidos durante a terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada nesta quinta-feira (9), as autoridades reconstruíram o trajeto e as táticas utilizadas pelo grupo criminoso que sitiou a cidade de Confresa em 2023. A operação resultou no cumprimento de 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão, além do bloqueio de 40 contas bancárias vinculadas aos suspeitos.
O planejamento da ação foi marcado por um alto investimento financeiro e logística complexa. De acordo com as investigações, os envolvidos partiram de São Paulo (SP) em uma aeronave com destino a Redenção (PA). Do território paraense, o grupo seguiu em três veículos blindados até Confresa. Ao chegarem ao município, a primeira estratégia foi neutralizar as forças de segurança locais: os criminosos dispararam contra o quartel da polícia e incendiaram um veículo no portão da unidade, impedindo a saída dos militares e instaurando o pânico na região.
Durante o ataque à empresa de transporte de valores, o grupo demonstrou extrema agressividade. Moradores foram feitos reféns e obrigados a colaborar com o saque de objetos. "Posteriormente, o grupo obrigou alguns jovens moradores a ficarem sem camisa e a ajudá-los a saquear objetos de valor dentro da transportadora", aponta o relatório policial. Apesar do investimento estimado em R$ 3,5 milhões para a execução do crime, os criminosos conseguiram levar apenas R$ 2 mil da transportadora, uma vez que não obtiveram sucesso em explodir o cofre principal.
A fuga foi planejada para dificultar o cerco policial, utilizando rotas fluviais e terrestres. O grupo utilizou carros preparados para romper bloqueios e realizou a travessia pelo Rio Araguaia para tentar deixar o estado. A investigação aponta a participação de pelo menos 50 pessoas no esquema. Vale ressaltar que, em 2023, uma operação policial no estado do Tocantins resultou na morte de 18 integrantes dessa organização criminosa. O caso permanece como um marco na segurança pública de Mato Grosso devido à audácia e ao poderio bélico empregado pelos assaltantes.
Fonte: G1 Mato Grosso
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